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domingo, 24 de junho de 2012

Imagens da Rio+20 censuradas: tratamento dado aos índios


O vídeo a seguir inicia com coloridas e exóticas imagens dos índios na Rio+20, que participaram dos eventos Kari-Oca e Cúpula dos Povos. Trata-se de fotos exibidas ao país e ao mundo, como provas da “indianidade e sustentabilidade” do Brasil. No, entanto, as imagens que a reportagem de Priscila Bartolomeu mostram na sequência, apresentam o tratamento indigno e desdenhoso dados aos indígenas brasileiros e estrangeiros durante o evento.

Longe das câmeras e da atenção da grande mídia, os índios enfrentaram o desrespeito dos organizadores do evento: condições de alojamento humilhantes, falta de água para beber e para banho, alimentação estragada, falta de orientação e de informações.

O desrespeito aos índios também foi verificado pela cidade do Rio de Janeiro. Priscila Bartolomeu relata que sofreram discriminação de garçons, que os atenderam sem ao menos olhar no rosto, e de várias pessoas que demonstraram má-vontade em prestar-lhes informações.

Priscila, em seu blog, Fotografia Indígena, relatando os problemas na alimentação, revela que chegaram a ficar na areia da praia esperando comida até o final de tarde, quando foram servidas “marmitas sem talheres, para fazer a alegria dos repórteres”. E o momento de grande tensão, quando os índios retiveram o veículo da entrega do almoço, até que o proprietário da empresa contratada pelo evento comparecesse para explicar porque as refeições foram armazenadas na caçamba do carro, cobertas por um tapete, sob sol quente. “Várias marmitas estavam estragadas e cheirando mal. Este dia subimos no palco e a revindicação foi pública”, conta Priscila. 



domingo, 12 de fevereiro de 2012

Imagens do protesto contra o racismo dentro do Shopping Higienópolis

O Comitê Contra o Genocídio da Juventude Negra, promoveu ato público contra o racismo, na cidade de São Paulo, no dia 11 de fevereiro de 2012. Durante o protesto os manifestantes partiram do bairro de Santa Cecília e adentraram o Shopping Higienópolis.

De acordo com informações constantes no Youtube, abaixo do vídeo a seguir, assinaram a convocação do ato: Amparar (Assoc. de Amigos e Familiares de Presos/as), Anastácia Livre, Centro Acadêmico de Ciências Sociais Florestan Fernandes (Uninove), Centro de Resistência Negra, Círculo Palmarino, Coletivo AnarcoPunk SP, Coletivo Anti-Homofobia, CONEN, Consulta Popular, Empregafro, Força Ativa, Fórum Popular de Saúde, Juventude Socialista, Levante Popular da Juventude, Mães de Maio, Movimento Negro Unificado (MNU), Movimento Quilombo Raça e Classe, MST, Núcleo de Consciência Negra na USP, Sarau da Brasa, Setorial LGBT da CSP-Conlutas, Sujeito Coletivo -- USP, Tribunal Popular, UNEAFRO, UNEGRO.



Grupo faz protesto antirracismo em shopping de Higienópolis

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Racismo e truculência da PM contra alunos da USP

O vídeo postado hoje (9/1/2011) no Youtube fala por si mesmo, mostra claramente a ação racista do policial voltada ao rapaz negro que se encontra entre os estudantes da USP, dentro do câmpus. Observe-se também que o PM saca a arma e a empunha contra o rapaz em atitude intimidatória.


Acontecimentos na sequência:

Completo: 
Nota no Facebook

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Juventude negra, cidadania e resistência no Brasil - artigo acadêmico




Este artigo acadêmico foi apresentado no IV Encontro Afro-Cristão, incluindo-se entre as apresentações sobre o tema Juventude Negra: Sujeito de Direitos, no subtema Políticas Públicas. Seus autores são Adriana de Lourdes Szmyhiel Ferreira, Gildo José dos Santos e Mayra Brito dos Santos Leite. Neste texto, discutem, principalmente, a negação dos direitos essenciais aos jovens negros por parte da sociedade e do Estado brasileiro, as consequências dessa postura e formas de resistência do movimento da Juventude Negra. 

    
RESUMO
 O presente trabalho tem como objetivo contextualizar os aspectos enfrentados pelos jovens negros na sociedade contemporânea resultado de um processo histórico de negação de seus direitos. Estes aspectos, na maioria dos casos, provocam consequências avassaladoras na vida destes jovens e de seus familiares que, na maioria dos casos, tem como consequência a morte. A sociedade brasileira, regida por um Estado Democrático de Direito, em que todos os cidadãos devem ter seus direitos garantidos, ainda apresenta dados que contrariam os princípios consagrados na carta magna. Os altos níveis de desigualdade e injustiça social existente em nossa sociedade, principalmente nas regiões mais periféricas, demonstram um cenário de negação de direito, sobretudo no tocante aos direitos fundamentais dos jovens negros, seja, a vida e saúde. A base do presente artigo é um Trabalho de Conclusão de Curso intitulado: “DESAPARECIDOS DE MAIO DE 2006: UMA HISTÓRIA SEM FIM UM DESAFIO PARA O SERVIÇO SOCIAL NA PERSPECTIVA DE DIREITOS HUMANOS”.  A intencionalidade do trabalho em tela é provocar uma discussão que contemple a difícil sobrevivência dos jovens negros, os dados estatísticos, com recorte racial, uma breve contextualização do processo de luta do movimento negro, as políticas públicas específicas, bem como a possibilidade de um caminho construído pelos jovens que acabe e/ou diminua a mortalidade da juventude negra. A ênfase do trabalho, que tomamos como base, levou em consideração a questão religiosa, por meio de falas, colhidas durante entrevistas com as familiares que tiveram seus filhos vitimas de violência e também sofreram violência ao buscarem os seus direitos. A violência que marcou o episódio, fruto do trabalho referência, manifestou-se em suas diversas faces, pois ceifou a vida de 493 pessoas, sendo sua maioria, jovens negros, deixando 4 desaparecidas e mitigou o exercício de cidadania de muitas famílias.
Palavras-chave: Jovens negros – Violência – Estado - Religiosidade

terça-feira, 29 de março de 2011

Por que Jair Bolsonaro foi top no Twitter - #Bolsonaronacadeia

Após entrevista no programa CQC da TV Bandeirantes, o deputado Jair Bolsonaro foi um dos assuntos mais comentados nas redes sociais, como Twitter e Facebook. A maioria das pessoas estava bastante revoltada com  as declarações homofóbicas e racistas desse deputado do Partido Progressista PP. A última pergunta da entrevista foi feita por Preta Gil, causando bastante impacto na opinião pública, devido à resposta de cunho racista e machista que esse "homem público" deu à cantora negra. Vale ressaltar também que o deputado expressou seu apreço à ditadura militar, como se pode observar no vídeo a seguir:



Petição para a CASSAÇÃO do MANDATO do deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ), membro da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara Federal:
http://www.change.org/petitions/petio-para-cassao-do-mandato-do-deputado-federal-jair-bolsonaro-pp-rj#?opt_new=f&opt_fb=t


Carta aberta a Jair Bolsonaro e ao CQC em defesa de Preta Gil e das vítimas de preconceito:
http://colunistas.ig.com.br/natv/2011/03/29/carta-aberta-a-jair-bolsonaro-e-ao-cqc-em-defesa-de-preta-gil-e-das-vitimas-de-preconceito/

Veja charge de Carlos Latuff sobre esse incidente:


Vídeo de Jair Bolsonaro no Programa do Jô, em 2007 (parte 3)temas: caveirão, tortura, reforma política, fuzilamento FHC, redução da maioridade penal, lista fechada, fidelidade partidária.


Vídeo de Flávio Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro, e o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra - MST


O único parlamentar do Brasil a defender abertamente a ditadura militar:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Jair_Bolsonaro

E-mail para o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar expressando indignação contra BOLSONARO: cedpa@camara.gov.br - envie cópia à Comissão de Direitos humanos: cdh@camara.gov.br

NOTA À IMPRENSA
Para tudo tem limite! Principalmente para um representante do povo que deve ter como regra o respeito à Constituição Brasileira e prezar pelo decoro parlamentar. O destempero, o preconceito e o desrespeito à Constituição e aos cidadãos não podem passar batido pela Câmara dos Deputados. A falta de limites por parte do deputado federal Jair Bolsonaro tem permitido a recorrência de um comportamento inadmissível que atinge a toda a sociedade brasileira”.

Marta Suplicy - Vice-Presidenta do Senado e Senadora pelo Estado de São Paulo



Caso Bolsonaro na Câmara Federal (em 30 de março de 2011)
http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/DIREITOS-HUMANOS/195015-CASO-BOLSONARO:-REPRESENTACOES-PODEM-FORMAR-PROCESSO-UNICO.html


Alguns comentários na página de Jair Bolsonaro no Facebook (31 de março):
http://www.webpagescreenshot.info/img/768814-3312011111225AM

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Lei sobre ensino da cultura africana e reflexões sobre o “ser branco”

Luciana Alves, pedagoga e professora de educação infantil, apresentou estudo na Faculdade de Educação da USP (FE-USP), Significados de ser branco – a brancura no corpo e para além dele. Nesse trabalho, a pesquisadora constatou que a escola apresenta um discurso racista no qual a questão da “branquitude” é fato omitido nos debates sobre raças. Isso que favorece o entendimento de que o branco possa sentir-se superior e neutro em relação ao tema e que se perpetuem os estereótipos sobre o “ser negro”.

Para Alves, ações afirmativas, como a lei sobre ensino da cultura africana, só fazem sentido se forem realizadas em ambiente de reflexão e reconstrução sobre o “ser branco”.

Para saber o que pensavam sobre “o que é ser branco no Brasil”, Alves entrevistou dez professores de ensino básico, dos quais, quatro se autodeclararam brancos e seis negros. Eles foram selecionados por Alves quando participavam de um curso sobre a Lei 10639/2003, que obriga o ensino de cultura e história africana e afro-brasileira nas escolas.

Alves comenta que cerca de 50% da população brasileira se autodeclara branca, o que demonstra que o discurso corrente sobre a miscigenação mascara razões que levam as pessoas a se declararem brancas, mesmo tendo origem mestiça. Alves reconhece que os significados de “ser branco” situam-se para além da cor da pele. Trata-se de um conjunto de características atribuídas culturalmente às pessoas que se reconhecem e são reconhecidas em suas comunidades como brancos.

Ao declarar que “ser branco é não ser negro”, um dos entrevistados deixou em evidência que o significado de ser negro é construído como o contrário de ser branco. Associadas a essa distinção, aliam-se ao branco características socialmente tidas como positivas, enquanto ao negro agregam-se características negativas. Por exemplo, a inteligência, a castidade, a beleza, a riqueza, a erudição e a limpeza, seriam características de um “negro de alma branca”, expressão utilizada por um dos professores entrevistados.

Nas entrevistas dos negros, além da reafirmação da positividade da “branquitude”, o discurso revelou sensação de medo, insegurança, opressão e desconfiança - o que recupera e atualiza a imagem histórica do branco como potencialmente opressor para o negro.

Segundo Alves, “é preciso entender que os brancos também formam um grupo racial que defende seus interesses, e acabam se beneficiando, direta ou indiretamente com o racismo”.  No ambiente escolar, a ideia da superioridade do branco deveria ser questionada. “É aí que entra a formação adequada dos professores, como aposta para que a idealização branca deixe de ser objeto de desejo para negros e brancos, pois ela pressupõe hierarquia”, argumenta a pesquisadora.

Mais informações: (11) 9787-6427 - email: luciana_lualves@yahoo.com.br

Fonte: Agência USP de Notícias, Brasil atualiza o racismo por não discutir “branquitude”, por Glenda Almeida (glenda.almeida@usp.br), 8/12/2010.