domingo, 15 de novembro de 2009

Som x letra: a fala equivocada de personagens infantis


Em seu texto, Cliança tloca o ele (r) pelo ele (l)?, publicado na da revista ComCiência (10/11/2009), Rodrigo Cunha, linguista e editor do periódico, discorre sobre os equívocos entre escrita e fala no imaginário das pessoas em geral, especialmente naqueles divulgados através de personagens de revistas, filmes e desenhos da TV dirigidos ao público infantil.

Cunha tece comentários acerca dos seguintes personagens: o patinho Ming-Ming (de desenho da TV Cultura de São Paulo, chamado Super Fofos), o Cebolinha (das histórias da Turma da Mônica, de Maurício de Souza) e o Hortelino (dos desenhos do Pernalonga e do Patolino).

A seguir, transcrevemos parte desse texto:

Aprendi a ler muito cedo e li bastante as histórias da Turma da Mônica. E sempre achei aquela fala do Cebolinha inverossímil [...] Talvez ele [o Cebolinha] se encaixe em um dos casos descritos pela Associação Brasileira de Dislexia: o disléxico sempre tem dificuldades com a ortografia, muitas vezes tem dificuldade para compreender textos escritos e às vezes tem dificuldade com a linguagem falada. Mesmo que o caso do Cebolinha seja de dislexia, acredito que a tal “troca”, na vida real, não se dê em todos os contextos de fala onde apareceria um “erre”.

O que quero dizer com tudo isso? Apenas que acho difícil alguma criança dizer que está “louca” para falar da rouquidão de sua voz – como o Cebolinha faria –, assim como acho difícil, na vida real, alguma criança dizer que está brincando com o “maltelo”. E o que Cebolinha e Hortelino ilustram é a visão (generalizada, por sinal) da escrita como representante única e correta da língua, diante da qual todo e qualquer “desvio” é considerado como erro.
Mas o que seria, na verdade, a real característica desses personagens é uma fala diferenciada, e fala é som, não é letra. Além de ilustrar o equívoco, Cebolinha, Hortelino e Ming-Ming, na minha visão, ajudam a disseminá-lo.

Leia o texto na íntegra, clicando em:

www.comciencia.br/comciencia/handler.php?section=3¬icia=578

domingo, 1 de novembro de 2009

Normas da APA 2009 com Exemplos (download)


A Universidade de São Paulo(USP) disponibiliza um manual completo (85 páginas), com ilustrações e desenhos, das regras em vigor da American Psychological Association para trabalhos acadêmicos e artigos da área da Psicologia.

Quanto à apresentação de citações e referências em casos não previstos no Manual de Publicação da American Psychological Association, o manual da USP, intitulado Diretrizes para apresentação de dissertações e teses da USP: documento eletrônico e impresso – Parte II (APA), apoia-se nas regras editoriais da revista Psicologia USP.

Para baixá-lo, clique em:

www.teses.usp.br/info/Caderno_Estudos_9_PT_2.pdf

Regência verbal não se resolve na cama - vídeo divertido

O uso de uma preposição inadequada interrompe uma relação não sintática.

sábado, 31 de outubro de 2009

Conferência de Wisnik sobre Fernando Pessoa (vídeo)


Seria Pessoa um "rendez-vous de pessoas" - do modo como Nietzsche havia considerado o artista contemporâneo à época do nascimento de Fernando Pessoa? Com esse tipo de indagação, José Miguel Wisnik inicia sua palestra, intitulada "O pensar em pessoa", incluída no Ciclo Mutações: a experiência do pensamento e apresentada na Academia Brasileira de Letras no dia 17 de agosto deste ano.

Essa palestra foi registrada em dois vídeos, com a duração total de 1h51. No primeiro vídeo, a fala de Wisnik se inicia depois de transcorridos 19 minutos, com as preleções da mesa da ABL. Para acessar esses vídeos, clique nos links abaixo:

1) mais.uol.com.br/view/5538xakjh4b4/1782009--o-pensar-em-pessoa-p1-0402306ECC812366?types=A&

2) mais.uol.com.br/view/5538xakjh4b4/1782009---o-pensar-em-pessoa-p2-04023070CC812366?types=A&

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Pesquisa sobre o Romantismo Brasileiro - vídeo

Nesse vídeo sobre a literatura romântica no Brasil, são apresentadas as principais características desse movimento e elencados os autores mais representativos da poesia, da prosa e do teatro.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Mulheres pesquisadoras notáveis do Brasil


Na atual galeria de pesquisadores considerados notáveis por sua contribuição ao desenvolvimento científico e tecnológico nacional, originada das bibliotecas virtuais de pesquisadores do Prossiga e do livro Cientistas do Brasil, entre 73 personalidades, encontram-se sete gloriosas mulheres:

CARMEN PORTINHO (engenheira civil) - trouxe ao Brasil o conceito de habitação popular e apoiou a renovação da arte.

CAROLINA MARTUSCELLI BORI (psicóloga) - uma das primeiras psicólogas experimentais do Brasil, é presidente de honra da SBPC. (foto acima)

GRAZIELA MACIEL BARROSO (botânica) - pesquisadora e professora, foi a maior catalogadora de plantas do país.

JOHANNA DÖBEREINER (agrônoma) - seus estudos foram essenciais para o Proálcool e o aumento da produção de soja no país.

MARIA DA CONCEIÇÃO TAVARES (economista) - formulou alternativas para a superação do modelo econômico do regime militar.

MARTA VANNUCCI (bióloga) - uma das maiores especialistas em ecossistemas de manguezais do mundo.

NISE DA SILVEIRA (psiquiatra) - inovou o tratamento com doentes mentais no Brasil, utilizando técnicas artísticas e animais.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

A gramática universal de Chomsky em xeque


Em seu artigo Apontamentos sobre “convulsões” nas ciências da linguagem: Everett x Chomsky, o Prof. Roberto Leiser Baronas, da Universidade Federal de São Carlos, toca numa questão bastante interessante para os estudiosos da Linguística: a da validade da proposta chomskyana da existência de uma gramática universal.

Baronas afirma que:

Foi necessário esperar quase cinqüenta anos para que tivéssemos mais uma grande polêmica na lingüística. Desta vez é o próprio programa de pesquisa de Noam Chomsky que é posto à prova. O antropólogo Daniel Everett após estudar por cerca de 30 anos os Pirahãs, grupo indígena, localizado no Sul do Amazonas, constituído por cerca de 350 indivíduos questionou a afirmação chomskyana de uma gramática universal dizendo que os índios Pirahãs têm o seu pensamento determinado pela cultura e não por aspectos cognitivos com afirma Chomsky com a gramática universal.


Para ler esse artigo clique em:

http://www.letras.ufscar.br/linguasagem/edicao08/artigos_baronas.php