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domingo, 1 de abril de 2012

Imagens do Cordão da Mentira - São Paulo - 1º de abril de 2012 (fotos e vídeos)

Neste 1º de abril, o Cordão da Mentira organizou um desfile, na cidade de São Paulo, visando a desmascarar as instituições que até hoje são focos de reprodução da ideologia do Golpe Militar de 64. Com concentração em frente ao Cemitério da Consolação, às 11h30, o desfile se iniciando às 13h30. 

O Cordão da Mentira, formado por coletivos políticos, grupos de teatro e sambistas de diversos grupos e escolas de São Paulo, propôs-se a discutir, de modo bem humorado e radical, de quem são os interesses que bloqueiam uma real transformação da sociedade brasileira. 

Em seu Manifesto, o Cordão da Mentira propõe as seguintes questões:
Quando vai acabar o massacre de pobres nas periferias?
Quando os corpos do passado serão encontrados e dignamente reconhecidos em suas lutas?
Quando as armas dos militares deixarão de ser o signo do extermínio?
Até quando o dinheiro de poucos financiará o silêncio de muitos?
Até quando ouviremos o ronco dos Caveirões, Fumanchus e das Kombis genocidas?

Na foto (tuitada por @Tsavkko), o percurso do desfile
Durante a concentração, houve um sarau, com música e a leitura de poesias, homenagens a vítimas-heróis que sucumbiram no passado e a jovens da periferia que são executados na atualidade (prática herdada da Ditadura), e protestos. 

Vídeo com a homenagem ao guerrilheiro Marco Antônio Braz de Carvalho, o Marquito, homem de confiança do herói Carlos Marighella

Vídeo da homenagem ao estudante Henrique Barbosa da Silva, executado pelos cabos da Polícia Militar Luiz Vianna Labella e Cássio Andrade Bigas, que tentaram forjar o álibi de "resistência seguida de morte", para se passarem por vítimas (enquanto a real vítima era dada como "bandido"). Link para histórico.
Vídeo com leitura de protesto contra a presidenta Dilma Rousseff e seu partido, o PT, por não efetivarem a abertura dos arquivos da Ditadura


Vídeo do discurso do ativista comunista Del Roio 


Imagem da concentração (via @Tsavkko, pelo Facebook)

Vídeo com os estandartes e música em homenagem às vítimas de ontem e de hoje 



Alguns policiais (P2) identificados na manifestação 
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Abrem o desfile as lutadoras das Mães de Maio
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Presença do PCB
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O cordão tomou as quatro faixas da Rua da Consolação
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O cordão da Mentira e Belo Monte

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Homenagem a José Guimarães, estudante assassinado pelo CCC (Comando de Caça a Comunistas) na Rua Maria Antônia
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Na frente da TFP
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Na frente da Folha de S. Paulo (via tuíte de @GabrielConjuve)


Intervenção da Kiwi Companhia de Teatro, em frente à Folha de S. Paulo

Link para 54 fotos da galeria  de Fora do Eixo 
Músicas do Cordão da Mentira

domingo, 14 de agosto de 2011

Guerrilha do Araguaia: ideais ceifados e vozes silenciadas

No Araguaia, Raimundo Cacaúba, cortador de cabeças, teve a sua partida ao meio.

por Merces Castro, 9 de agosto de 2011


Ele se chamava Raimundo. Tinha vários codinomes: Baixinho, Cacaúba. Durante a Guerrilha do Araguaia, por ser bom caçador, foi obrigado a rastrear os meninos guerrilheiros e especializou-se em cortar-lhes a cabeça.

Quando de minha última expedição ao Araguaia, por imposição, tive que fazer um deslocamento de mil quilômetros, em três dias, pela Transamazônica - a qual eu não chamaria de estrada.

Estávamos junto de outro rastreador muito amigo de Cacaúba. Ele nos levaria à casa de um terceiro guia, para que este nos informasse sobre um ponto específico na Serra dos Martírios/Andorinhas.

Nossos caminhos foram desviados várias vezes pelas cidades do Pará. O guia não moraria mais em São Félix do Xingu, mas em Anapu. Lá chegando, soubemos que ele havia se mudado para Tucuruí.

No trajeto para Novo Repartimento (PA), encontramos índios Parakanãs, que me reconheceram como a irmã do Raul e que o buscava pelas matas. Chamaram-me de "cendira", ou seja, irmã.

Claro que fui visitar a irmã Dorothy... Só agora entendi que precisava fazer aquele ritual todo, pois, ao chegar a Xambioá, fiquei sabendo do bárbaro assassinato do rastreador Raimundo Cacaúba/Baixinho. Sua cabeça tinha sido partida ao meio, a golpes de facão... Clara mensagem de que queriam arrancar-lhe a ideia de considerar justo que a minha família pudesse dar um enterro digno ao meu irmão. Cacaúba já havia manifestado isso por várias vezes.

Durante o carnaval deste ano, Jadiel, Hugo Studart, Diva Santana e eu passamos dez dias na companhia de Cacaúba na fazenda Matrinxã, onde Simão e meu irmão, Raul, foram executados. Procurávamos fragmentos dos corpos deles, pois as partes maiores tinham sido retiradas pelo próprio Cacaúba, mandado que fora, provavelmente pelo que se tornou seu algoz.

Como castigo por ter a pretensão de pensar, teve seu crânio partido. Ele sabia que sua "batata estava assando", ao não ser convidado para uma reunião de guias, realizada no início de julho passado. Teve, por isso, o cuidado de pedir a uma pessoa de sua inteira confiança que nos ajudasse a encontrar o corpo de meu irmão, caso algo lhe acontecesse. Conhecia ele a extensão e como agia o mal.

Tentei por vários dias entender tudo, mas a violência não se entende, se combate. É possível que o assassinato de Raimundo Cacaúba suba palanques e gere discursos vazios de quem não conheceu a enorme inquietude de sua alma por ter praticado atos indignos. É possível que quase ninguém faça uma reflexão sobre o fato de que A LEI DO SILÊNCIO NO ARAGUAIA CONTINUA CORTANDO CABEÇAS, TENTANDO APAGAR IDEAIS, numa demonstração nítida de que rola a de qualquer um que tenha cabeça. Embora eu saiba QUE A MAIORIA NÃO CORRE ESTE RISCO!!!

Cacaúba às vezes mergulhava em seus pensamentos, me olhava e pedia desculpas, e dizia: "Será que estou virando terrorista?". Alguém chegou a esta conclusão! E é possível que se chegue a um laudo dizendo que foi fatalidade, que foi para roubar a mansão dele. E que nunca se admita que a verdadeira mensagem desse assassinato seja: CALA-TE PARA SEMPRE ARAGUAIA!

Casa de Cacaúba

terça-feira, 29 de março de 2011

Por que Jair Bolsonaro foi top no Twitter - #Bolsonaronacadeia

Após entrevista no programa CQC da TV Bandeirantes, o deputado Jair Bolsonaro foi um dos assuntos mais comentados nas redes sociais, como Twitter e Facebook. A maioria das pessoas estava bastante revoltada com  as declarações homofóbicas e racistas desse deputado do Partido Progressista PP. A última pergunta da entrevista foi feita por Preta Gil, causando bastante impacto na opinião pública, devido à resposta de cunho racista e machista que esse "homem público" deu à cantora negra. Vale ressaltar também que o deputado expressou seu apreço à ditadura militar, como se pode observar no vídeo a seguir:



Petição para a CASSAÇÃO do MANDATO do deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ), membro da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara Federal:
http://www.change.org/petitions/petio-para-cassao-do-mandato-do-deputado-federal-jair-bolsonaro-pp-rj#?opt_new=f&opt_fb=t


Carta aberta a Jair Bolsonaro e ao CQC em defesa de Preta Gil e das vítimas de preconceito:
http://colunistas.ig.com.br/natv/2011/03/29/carta-aberta-a-jair-bolsonaro-e-ao-cqc-em-defesa-de-preta-gil-e-das-vitimas-de-preconceito/

Veja charge de Carlos Latuff sobre esse incidente:


Vídeo de Jair Bolsonaro no Programa do Jô, em 2007 (parte 3) - temas: caveirão, tortura, reforma política, fuzilamento FHC, redução da maioridade penal, lista fechada, fidelidade partidária.


Vídeo de Flávio Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro, e o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra - MST


O único parlamentar do Brasil a defender abertamente a ditadura militar:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Jair_Bolsonaro

E-mail para o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar expressando indignação contra BOLSONARO: cedpa@camara.gov.br - envie cópia à Comissão de Direitos humanos: cdh@camara.gov.br

NOTA À IMPRENSA
“Para tudo tem limite! Principalmente para um representante do povo que deve ter como regra o respeito à Constituição Brasileira e prezar pelo decoro parlamentar. O destempero, o preconceito e o desrespeito à Constituição e aos cidadãos não podem passar batido pela Câmara dos Deputados. A falta de limites por parte do deputado federal Jair Bolsonaro tem permitido a recorrência de um comportamento inadmissível que atinge a toda a sociedade brasileira”.

Marta Suplicy - Vice-Presidenta do Senado e Senadora pelo Estado de São Paulo



Caso Bolsonaro na Câmara Federal (em 30 de março de 2011)
http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/DIREITOS-HUMANOS/195015-CASO-BOLSONARO:-REPRESENTACOES-PODEM-FORMAR-PROCESSO-UNICO.html


Alguns comentários na página de Jair Bolsonaro no Facebook (31 de março):
http://www.webpagescreenshot.info/img/768814-3312011111225AM

terça-feira, 26 de outubro de 2010

José de Abreu conta o que é tortura - Livros e vídeos sobre o tema

Verdadeira aula de história sobre a ditadura brasileira, nas palavras de um ator que viveu na pele os anos de chumbo no Brasil. José de Abreu conta-nos que não era raro policiais ejacularem ao presenciar pessoas sendo torturadas.


Mais ainda, Zé Bigorna prenuncia que a reportagem da Folha sobre a vida de Dilma Roussef, na próxima edição (de 27/10/2010), vai repetir incongruências como as publicadas pela Época de 16 de agosto, em referência ao fato de que Dilma teria entregado os companheiros após 22 dias de tortura. José de Abreu fala da total impossibilidade de alguém resistir a esse tempo recorde de tortura e que a essa altura não se encontraria mais ninguém delatado, pois os que lutavam contra a ditadura eram obrigados a se mudar o tempo todo para não serem apanhados.


Saiba mais sobre o assunto, baixando o livro, em pdf, Batismo de Sangue: guerrilha e morte de Carlos Marighella, de Frei Betto, baseado em fatos reais, ocorridos durante a ditadura militar, e ganhador do Prêmio Jabuti de melhor livro de memórias de 1982:


Baixe também o livro que contém a Convenção da ONU contra a Tortura e Outros Tratamentos ou Penas Cruéis, Desumanos ou Degradantes, Tortura no Brasil : implementação das recomendações do relator da ONU. Rio de Janeiro : CEJIL, 2004. Clique na capa do livro:


Assista a vídeos e baixe filmes sobre o assunto através destes links: