Mostrando postagens com marcador vídeo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador vídeo. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Vídeos do tsunami nas Ilhas Salomão

As últimas notícias dão conta de que ao menos três aldeias foram engolidas pelo tsunami que atingiu a cidade de Lata, nas Ilhas Salomão. Estimam que tenha havido cinco mortes. O tsunami foi consequência de um terremo de 8 graus na escala Ritcher que atingiu a região nesta quarta-feira.





quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Alerta para a Gravidade do Derretimento no Ártico



por Alexandre Voto Roseno Araújo Costa

O derretimento recorde de gelo no Ártico é extremamente preocupante. A figura mostra a área coberta por gelo em 27/08, em comparação com a fronteira típica do gelo (tecnicamente, a mediana) a esta altura do ano, no período de 1979-2000 e com o recorde mínimo anterior, de 2007. O que mais assusta, além da pulverização do antigo recorde, são dois fatos. Primeiro, que o gelo ainda deverá encolher por mais duas a três semanas (pois é em setembro que o mínimo anual ocorre). Segundo, que a área de gelo marinho em 27/08/2012, como se pode constatar facilmente, corresponde apenas a cerca da metade da área que deveria ocupar se as condições climáticas médias do período de 1979 a 2000 tivessem prevalecido até hoje.

A extrema gravidade da situação do Ártico ocorre ao mesmo tempo em que o violento Isaac atinge New Orleans, fazendo-nos relembrar da tragédia do Katrina. Vem no mesmo ano em que eventos extraordinários e devastadores, como as enchentes na Rússia e a seca, o calor extremo e os incêndios florestais no meio-oeste americano já haviam acendido a luz vermelha da questão climática. Ocorre no ano em que, em maio (quando, precedendo o crescimento da vegetação do hemisfério norte no verão, ocorrem os máximos anuais), beiramos às 397 partes por milhão (ppm) de CO2 na atmosfera terrestre. Isto é 24% acima do valor de maio de 1962. Isso mesmo, apenas 50 anos atrás. 

Na verdade, o ano de 2012, que havia começado sob influência de um evento de La Niña (condição em que o Oceano Pacífico, mais frio do que o normal, tenderia a contribuir para a redução das temperaturas globais), rapidamente tem entrado para a galeria dos mais quentes da história. O mês de julho de 2012 é o quarto mais quente do registro histórico (desde 1880), passando a terceiro, se considerarmos apenas as áreas continentais. Este mês também foi o julho mais quente de todo esse período no Hemisfério Norte. Considerando o ano inteiro até aqui, mesmo com a La Niña, que dominou os primeiros meses, já vivemos o décimo período de janeiro a julho mais quente nos registros (sexto mais quente, considerando apenas áreas continentais). Lembro, aliás, no começo do ano, que eu até admitia que, em função da La Niña forte, 2012 poderia ficar de fora dos "top ten" (e isso, aliás, me deixava alerta para o que os bufões da negação da mudança climática poderiam dizer...). Como eu estava enganado!

 Os alertas lançados pela comunidade de Cientistas do Clima têm tido, infelizmente, efeito limitado sobre a sociedade, que se entrega coletivamente a um espírito de negação da realidade, presa ao vício dos combustíveis fósseis. Colabora para essa letargia, é claro, a pressão econômica dos poderosíssimos lobbies petroquímico, de mineração (de carvão), do agronegócio, automobilístico, etc. sobre os governos nacionais. Contribuem para a confusão da opinião pública a propaganda orquestrada por esses segmentos junto à sociedade e o papel ridículo de um punhado de irresponsáveis - na academia e na imprensa - que preferem fazer de um falso dissenso a sua pose para a foto. 
  
Mas lamentavelmente parece que podemos ganhar um aliado indesejável para a conscientização. Podemos afirmar, sem sombra de dúvidas, que o processo de modificação do clima pela ação humana está mais acelerado do que a própria comunidade de Cientistas do Clima costumava acreditar. Hoje, esse processo é visível numa escala de tempo e intensidade que a sociedade é capaz de perceber, e cabe a nós, que temos consciência desse processo, reverberá-lo em sua crucialidade e urgência. Espero, apenas, que os olhos até agora cerrados e os ouvidos até agora tapados da humanidade não se abram somente diante de clarões e estrondos de mudanças irreversíveis.

Alexandre Araújo Costa é bacharel e mestre em Física pela Universidade Federal do Ceará, Ph.D em Ciências Atmosféricas pela Colorado State University, com pós-doutorado pela Universidade de Yale. Possui publicações em diversos periódicos científicos, incluindo-se Science, Journal of the Amospheric Sciences e Atmospheric Research. É bolsista de produtividade do CNPq e membro do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas


Vídeo do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA, mostrando três décadas de degelo no Ártico:



Vídeo de 2010, do Fantástico, da Globo, mostrando o derretimento do Ártico:



domingo, 12 de agosto de 2012

Terremoto no Irã - imagens (vídeo e fotos)


No vídeo a seguir imagens das consequências dos dois terremotos que ocorreram no Irã neste sábado, 11 de novembro de 2012. Até o momento, registraram-se 250 mortos e cerca de 2.000 feridos.



Veja fotos grandes clicando neste link.

Leia a notícia clicando neste link.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Vídeo histórico da libertação do Xingu ao som da canção profética de Gil

Neste vídeo emocionante, que marcará a história da luta para defender o rio Xingu, veem-se cenas das ações do Xingu+23, intervenção do movimento Xingu Vivo, ao som da voz e da canção de Gilberto Gil, Um sonho. O objetivo do do Xingu+23, plenamente alcançado, era mostrar ao Brasil e ao mundo que é possível e é preciso parar Belo Monte. Belo Monte não é um fato consumado.



Link para a letra de Um sonho.

sábado, 16 de junho de 2012

Posição da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis da Unifesp sobre a greve dos estudantes e a repressão da PM

Segue o pronunciamento do Prof. Luiz Leduíno de Salles Neto, Pró-Reitor de Assuntos Estudantis da Unifesp, sobre a greve dos estudantes e a nota pública dessa Pró-Reitoria a respeito da atuação da Polícia Militar no campus de Guarulhos (os grifos são nossos). Abaixo destes textos, seguem os vídeos da repressão policial do dia 14 de junho e da reintegração de posse do dia 6 de junho, feita Pelotão de Choque da PM de São Paulo.

Pronunciamento feito na reunião do Conselho Universitário da UNIFESP realizado no dia 13 de junho de 2012
                 
Prezado Professor Albertoni, presidente do Consu, Prezados Conselheiros e Conselheiras, Prezados membros da Comunidade que nos assistem.

Gostaria de me pronunciar sobre a greve estudantil na Unifesp. Já nos reunimos com a comissão de diálogo dos estudantes do campus Guarulhos, com os comandos de greve dos campi São Paulo e Diadema, e estamos agendando a primeira reunião com o comando de greve do campus Osasco.

Na nossa opinião, todas as pautas de reivindicações têm pontos muito relevantes e que visam à melhoria das condições de permanência, ensino, pesquisa e extensão em nossa universidade.

As greves em curso não são apenas legítimas, mas também compreensíveis. Com efeito, existem dificuldades na infraestrutura em praticamente toda a universidade. E creio não ser justo e educativo responsabilizar os órgãos de controle e fiscalização, ou mesmo a legislação, pela crise. Tampouco concordo que o REUNI, como programa de Estado, tenha sido um equívoco, muito pelo contrário, o Brasil precisava desse aumento substancial de vagas públicas no ensino superior e precisa ainda mais.

Como cidadãos brasileiros, devemos saudar o fortalecimento do ministério público, do tribunal de contas da união (TCU) e da controladoria geral da união (CGU). Estamos do mesmo lado. Como gestores, contamos com o inestimável auxílio da Advocacia Geral da União (AGU). Realmente, não é fácil ser gestor público, mas felizmente temos um quadro de técnicos administrativos extremamente competente. O que precisamos é de uma urgente e exponencial ampliação desse quadro. Essa pauta também é de todos, creio.

Também não é justo dizer que movimentos têm interesses partidários: não corresponde à realidade. Podem existir pessoas filiadas a partidos, como em todas as instâncias: os partidos políticos são legítimos e legais em nosso país, após uma dura luta política, onde muitos pagaram com a própria vida. Vale observar que esse egrégio Conselho Universitário escolheu, como representantes da comunidade externa, duas conhecidas lideranças partidárias de São Paulo.

Outro argumento que ouço e considero inoportuno, é de que “no tempo do governo FHC era muito pior”. Primeiro, não devemos nivelar por baixo as políticas educacionais. Segundo, o povo brasileiro derrotou o projeto de sucateamento da educação e do serviço público nas últimas três eleições presidenciais. Assim, o que se exige, é que o governo atual cumpra o mandato dado nas urnas.

Não devemos, assim, esperar que os estudantes aceitem condições desfavoráveis de estudo. Eles lutam por um direito! Mais do que esclarecimentos sobre a legislação, sobre a lei 8666, que não é a única responsável pelos atrasos na obras, precisamos ser sinceros, precisamos dar e mostrar encaminhamentos concretos. Mais do que esclarecer como se dá o orçamento da universidade, precisamos permitir que a comunidade universitária participe, que todos sejam atores do planejamento orçamentário.

Por fim, ressalto que, baseado nos valores da PRAE, em especial o compromisso com a democracia, e o respeito à diversidade intelectual, artística, social e política, não concordamos com a repressão a nenhum movimento reivindicatório, a nenhum ato político, a nenhuma opinião política, a nenhuma pessoa. Apostamos no diálogo como único meio para solução de uma crise.

Nenhum dos lados deve abdicar da mesa de negociação.

Agradecemos críticas e sugestões - estamos aprendendo fazendo, pautados nos princípios expostos. Muito obrigado.

Luiz Leduíno de Salles Neto, Pró-reitor de Assuntos Estudantis da Unifesp


Nota pública da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (em 15 de junho de 2012)

Frente à ação policial ocorrida no campus Guarulhos da Unifesp no dia 14 de junho de 2012, a Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (PRAE) manifesta a toda comunidade acadêmica e a toda sociedade o veemente repúdio à opção de tratar as questões universitárias, por mais complexas e controversas, por meio da violência.

Ressaltamos que são valores da PRAE o compromisso com a democracia e o respeito à diversidade intelectual, cultural, social e política.

Moção de apoio à gestão da atual Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis, por sua postura democrática frente à greve estudantil e contrária à repressão da PM #ficaleduino

Vídeo mostrando a repressão da Polícia Militar contra os estudantes, no dia 14 de junho


Imagens da reintegração de posse, no dia 6 de junho


No dia 24 de maio, os alunos, em assembleia geral, haviam deliberado pela ocupação, objetivando o atendimento de suas pautas. Foi a segunda ocupação da Diretoria Acadêmica do Campus Guarulhos durante a greve, que se estende desde 22 de março de 2012.  A primeira reintegração de posse foi negada pela 1ª Vara da Justiça Federal em Guarulhos, determinando o prazo de cinco dias para que a Unifesp comprovasse as providências adotadas, desde 2010, para melhorar o campus de Guarulhos.

Em 6 de junho, 46 estudantes foram detidos e levados à Superintendência da Polícia Federal, na Lapa, em São Paulo, onde permaneceram presos por 13 horas. A reintegração de posse foi cumprida, sem que a Unifesp se pronunciasse oficialmente ao corpo estudantil sobre as melhorias realizadas na campus desde a greve de 2010. Devido à falta de pronunciamento da Reitoria, os estudantes deliberaram que permaneceriam na ocupação, não aceitando a decisão judicial e aguardariam uma posição oficial da Universidade, que não compareceu perante os estudantes no momento da reintegração de posse.

Comunicado dos estudantes a respeito dos fatos:
Nota da ocupação à sociedade brasileira


Abaixo-assinado Nós somos a maioria! Unifesp sem violência! Apoio aos estudantes!
Para:Alunos, professores universitários, sociedade civil
Diante dos últimos acontecimentos na Unifesp Guarulhos, que respondeu com truculência às manifestações dos estudantes, viemos à público afirmar ao professor Walter Albertoni, Reitor da Unifesp, que sim, nós somos a maioria! Somos professores, pesquisadores, jornalistas, mães, pais, trabalhadores que são contra a violência na Universidade Pública. A sociedade que é contra a violência é a maioria. A sociedade que é plural, democrática e para todos é a maioria. Nós somos contra respostas violentas à oposição e à manifestações, ainda que estas manifestações sejam de uma minoria! Nada justifica a violência! Vivemos em uma democracia e muitos morreram em nome da liberdade de expressão, muitos lutaram para que todos os grupos, maioria ou minoria, pudessem manifestar suas posições. Por isso, professor Albertoni, nós, a maioria, pedimos o afastamento imediato do professor Marcos Cezar Freitas da direção do campus de Guarulhos e abertura de uma sindicância para apurar suas ações truculentas! 



sexta-feira, 15 de junho de 2012

Vídeo da ocupação de Belo Monte - imagens do #Xingu23

Vídeo da ocupação simbólica das obras da Usina de Belo Monte por indígenas, ribeirinhos e pequenos agricultores do Xingu, no protesto chamado Xingu+23, contrapondo-se à Rio +20. Essa intervenção ocorreu hoje.




Fotos da ocupação (créditos: Mitchell Anderson) 







A greve das universidades federais e a questão ambiental em fotos de protesto


A greve dos professores, técnicos administrativos e estudantes das universidades federais, já em curso em 52 instituições do país, coincide com o momento em que polêmicas obras do governo federal estão sendo levadas a efeito e questionadas por movimentos ambientalistas e de atingidos.

As fotos a seguir (compartilhadas no Facebook) foram tomadas durante a passeata das universidades em greve no Rio de Janeiro, ocorrida no último dia 12 de junho, no centro dessa cidade. Nelas se vê o questionamento aos projetos por seus impactos socioambientais e pelo seu custo aos cofres, em detrimento de maior aplicação de verbas na educação pública.



 
Veja também o vídeo produzido pelo coletivo Greve, Grave, Groove, formado por alunos da Escola de Comunicação da UFRJ, expondo as razões da greve:

Greve, Grave, Groove from Greve Groove on Vimeo.

domingo, 1 de abril de 2012

Imagens do Cordão da Mentira - São Paulo - 1º de abril de 2012 (fotos e vídeos)

Neste 1º de abril, o Cordão da Mentira organizou um desfile, na cidade de São Paulo, visando a desmascarar as instituições que até hoje são focos de reprodução da ideologia do Golpe Militar de 64. Com concentração em frente ao Cemitério da Consolação, às 11h30, o desfile se iniciando às 13h30. 

O Cordão da Mentira, formado por coletivos políticos, grupos de teatro e sambistas de diversos grupos e escolas de São Paulo, propôs-se a discutir, de modo bem humorado e radical, de quem são os interesses que bloqueiam uma real transformação da sociedade brasileira. 

Em seu Manifesto, o Cordão da Mentira propõe as seguintes questões:
Quando vai acabar o massacre de pobres nas periferias?
Quando os corpos do passado serão encontrados e dignamente reconhecidos em suas lutas?
Quando as armas dos militares deixarão de ser o signo do extermínio?
Até quando o dinheiro de poucos financiará o silêncio de muitos?
Até quando ouviremos o ronco dos Caveirões, Fumanchus e das Kombis genocidas?

Na foto (tuitada por @Tsavkko), o percurso do desfile
Durante a concentração, houve um sarau, com música e a leitura de poesias, homenagens a vítimas-heróis que sucumbiram no passado e a jovens da periferia que são executados na atualidade (prática herdada da Ditadura), e protestos. 

Vídeo com a homenagem ao guerrilheiro Marco Antônio Braz de Carvalho, o Marquito, homem de confiança do herói Carlos Marighella

Vídeo da homenagem ao estudante Henrique Barbosa da Silva, executado pelos cabos da Polícia Militar Luiz Vianna Labella e Cássio Andrade Bigas, que tentaram forjar o álibi de "resistência seguida de morte", para se passarem por vítimas (enquanto a real vítima era dada como "bandido"). Link para histórico.
Vídeo com leitura de protesto contra a presidenta Dilma Rousseff e seu partido, o PT, por não efetivarem a abertura dos arquivos da Ditadura


Vídeo do discurso do ativista comunista Del Roio 


Imagem da concentração (via @Tsavkko, pelo Facebook)

Vídeo com os estandartes e música em homenagem às vítimas de ontem e de hoje 



Alguns policiais (P2) identificados na manifestação 
Share photos on twitter with Twitpic Share photos on twitter with Twitpic
Abrem o desfile as lutadoras das Mães de Maio
Share photos on twitter with Twitpic
Presença do PCB
Share photos on twitter with Twitpic
O cordão tomou as quatro faixas da Rua da Consolação
Share photos on twitter with Twitpic


O cordão da Mentira e Belo Monte

Share photos on twitter with Twitpic
Homenagem a José Guimarães, estudante assassinado pelo CCC (Comando de Caça a Comunistas) na Rua Maria Antônia
Share photos on twitter with Twitpic
Na frente da TFP
Share photos on twitter with Twitpic
Na frente da Folha de S. Paulo (via tuíte de @GabrielConjuve)


Intervenção da Kiwi Companhia de Teatro, em frente à Folha de S. Paulo

Link para 54 fotos da galeria  de Fora do Eixo 
Músicas do Cordão da Mentira

segunda-feira, 26 de março de 2012

Como foi a revolução cubana - palestra de Claudia Wasserman (vídeo)

Nos vídeos a seguir, pode-se acompanhar a conferência da historiadora, Profª Drª Claudia Wasserman, da Universidade Federal  do Rio Grande do Sul (UFRGS), sobre o tema 50 anos da revolução cubana, proferida no dia 24 de março, na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Wasserman é autora do livro A revolução cubana: 50 anos de imprensa e história no Brasil, no qual ela traça um panorama de como repercutiram no Brasil os acontecimentos revolucionários em Cuba e analisa impressões sobre a revolução cubana que a mídia imprimiu no imaginário popular dos brasileiros ao longo dos anos.

No primeiro vídeo, Waldir Rampinelli, que mediou o debate com a conferencista, lembra um aspecto relevante sobre a história cubana: o fato de que a revolução de Cuba desenvolveu-se através de um longo processo histórico. Ou seja, “não começou  na luta contra o ditador Fulgencio Batista, nos anos 50, mas iniciou em 1868, ano em que se desencadeou na ilha a Guerra dos Dez Anos  contra o colonialismo espanhol”.

De acordo com notícia publicada no site da UFSC:

O historiador lembra que o próprio Fidel Castro, preso e interrogado logo após o assalto ao quartel general de Moncada, em Santiago de Cuba, em 26 de julho de 1953, respondeu que o autor intelectual daquela façanha havia sido José Martí, revolucionário cubano morto em 1895, em luta pela independência de sua Cuba. “Foi Martí um dos responsáveis pelo pensamento mais apurado não apenas contra o colonialismo espanhol, mas também contra o imperialismo estadunidense”, afirma Rampinelli. “O pensador revolucionário advertia de que de nada adiantaria livrar-se do jugo espanhol para cair nas garras do império estadunidense.”

É Martí também o criador do Partido Revolucionário Cubano, que depois vai ter influência sobre o Partido Comunista Cubano, quando a revolução vence, em 1959. Mas, antes de Martí, muitos contribuíram para a construção do processo revolucionário, lutando contra o colonialismo espanhol e o escravismo que afligiam o povo cubano. Entre eles, Rampinelli destaca Carlos Manuel  de Céspedes, um dos patriotas que inicia o combate anticolonial, entregando seus próprios bens à causa da independência, pela qual morre fuzilado;  Antonio Maceo, que também morre no campo de batalha; Ignácio Agramonte, outro líder do processo revolucionário a cair em combate contra os espanhóis: Máximo Gómez, nascido em São Domingos, na República Dominicana, que chefiou o exército de libertação de Cuba na luta contra os espanhóis. O internacionalismo cubano, portanto, tem raízes que afundam nas lutas independentistas dos povos.

E tinha razão José Martí quando advertia sobre a ameaça representada pelo imperialismo estadunidense. Tanto que, após a vitória do exército popular cubano, em 1898, é aos Estados Unidos que a Espanha se rende, pois o vizinho imperialista interviera no conflito, por isso chamado de Guerra hispano-cubana-americana. O pretexto utilizado fora o de um suposto ataque contra um de seus navios de guerra, o Maine, ancorado na ilha. Após a rendição dos espanhóis, os EUA mantêm a ocupação militar, permitindo a independência formal apenas em 1902, depois de persuadir o parlamento cubano a aprovar a Emenda Platt, que lhe outorgava o direito de intervir em Cuba, mantida na condição de “protetorado” estadunidense.

Não se tratava de uma política nova, já que a intenção dos Estados Unidos de dominar e até anexar Cuba fora defendida como uma política de estado por vários de seus presidentes. É, portanto, nesse contexto histórico de usurpação da soberania do povo cubano que são forjados instrumentos “legais” de dominação política, militar e econômica, impondo a Cuba a condição de nova colônia. No início do século 20, a já citada  Emenda Platt (de 1901)  outorga aos EUA o poder de intervir  em Cuba sempre que haja ameaça à ordem institucional no país, além do “direito” de instalar bases militares em território cubano, a exemplo de Guantánamo. Outra medida de perfil colonial é o Tratado de Reciprocidade Comercial, de 1903, que dá aos EUA o controle do monopólio do açúcar e das alfândegas, praticamente abrindo o mercado cubano aos produtos norte-americanos, sem qualquer concorrência.

Revolução de raiz
Nesse período de nova colonização, no entanto, a luta pela independência prossegue. Nos anos 20, ressalta Rampinelli, é importante o papel de Julio Antonio Mella, fundador do Partido Comunista e da Liga Antiimperialista, líder do movimento estudantil e revolucionário nas lutas das organizações operárias e estudantis contra o imperialismo estadunidense e o ditador Gerardo Machado.  Para organizar a resistência, Mella parte para o México, onde é assassinado, em 1929, pela polícia secreta da ditadura.

Mella, portanto, já  apontara o caminho, depois  seguido por Fidel Castro, nos anos 50, quando traça, no México, onde se refugiara, o caminho da revolução. Daí o acerto de se aplicar o conceito de revolução de longa duração quando se analisa o processo cubano. “As condições históricas de luta pelo nacional, contra o colonialismo e o imperialismo já estavam dadas, sem retirar o mérito estratégico de Fidel Castro,” comenta Rampinelli. “A revolução está na alma, na vida de todo um povo. Se fosse um evento sem raiz, não teria consequências.”

É por esse espírito revolucionário, entranhado na própria história, que os cubanos não cederam às pressões e ao bloqueio brutal imposto a Cuba pelo governo dos Estados Unidos. Em 1992, como explica Rampinelli no artigo “Cuba – 50 anos de revolução”, o Congresso dos Estados Unidos promulga a Lei Torricelli, a qual estabelece duas sanções principais. A primeira é a de proibir o comércio com Cuba de filiais de companhias estadunidenses estabelecidas em outros países. A segunda, impede barcos que entram em portos cubanos com propósitos comerciais de tocar portos estadunidenses, ou suas possessões, durante 180 dias a partir da data de partida da Ilha. Outra legislação de exceção, aprovada pelo congresso estadunidense, é a Lei Helms-Burton, que viola leis internacionais e direitos humanos, outorgando aos  EUA o direito de  impor  sua ordem jurídica a países terceiros. Tal mecanismo estabelece um bloqueio feroz, restringindo o direito ao livre comércio com Cuba.

Rampinelli também aborda, no artigo, aspectos da crise migratória, a parte mais visível dos conflitos entre Havana e Washington. Ele explica: a Lei de Ajuste Cubano, adotada pelo Congresso dos Estados Unidos, em 2 de novembro de 1966, quando era presidente Lyndon B. Johnson, modificou o estatuto dos imigrantes cubanos, qualificando-os de “refugiados políticos”, com direito automático de asilo político e, ao mesmo tempo, com a permissão de residência permanente nos Estados Unidos, estimulando deste modo a emigrarem ilegalmente. Dessa forma, o cubano imigrante ilegal que conseguir pôr os pés (pés secos) em território estadunidense é automaticamente acolhido pela Lei de Ajuste, enquanto o interceptado no mar (pés molhados) pode ser devolvido a Cuba.

Isso tudo acontece a despeito de um acordo assinado entre os dois países que permite a entrada de 20 mil cubanos por ano nos Estados Unidos, pelas vias legais. “Na realidade, o que Washington estimula e incentiva é o roubo de aeronaves e de barcos – os quais não são devolvidos – com fuga espetacular que possa ser manchete nos jornais do mundo,” comenta o historiador.

Os que querem derrotar a revolução cubana, não entendem, adverte Rampinelli, que um processo revolucionário de longa duração não é desmantelado facilmente. Quem pode derrotar esta revolução, afirma, “são apenas os próprios cubanos”. No artigo mencionado, o historiador escreve:

“Uma revolução não subsistiria sem o apoio maciço de sua população. A estratégia de resistência consiste na guerra de todo um povo contra o invasor. Para defender seu processo revolucionário, as pessoas devem sentir no seu cotidiano as mudanças havidas na educação, na saúde, no emprego, na moradia, no meio ambiente, no esporte e na projeção internacional de seu país. Estas conquistas não apenas tornam a vida melhor e mais feliz, como também despertam o patriotismo, ou seja, o orgulho de ser cubano em qualquer parte do mundo. Afinal Cuba é o único país do Terceiro Mundo que resolveu problemas fundamentais como o da fome. No setor educacional, não existe em Cuba um analfabeto funcional, tamanho é o investimento na escolaridade. Já na saúde, os índices se igualam aos dos países mais avançados do Mundo, como o Canadá e a Noruega.

Na economia, Cuba saiu da condição da monocultura do açúcar e hoje grande parte de sua produção é em biotecnologia. Basta ver os índices econômicos apresentados a cada ano pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal).

Por isso, a Revolução Cubana pode se esgotar, e até ser destruída, por suas próprias forças internas. Porém, nunca por uma intervenção externa, já  que o povo aprendeu ao longo de cinco décadas a manejar uma cultura de resistência, a preservar suas conquistas sociais e a saber usar armas.”





sexta-feira, 9 de março de 2012

Chomsky e Foucault debatem "A natureza humana: justiça vs. poder" - vídeo e livro para baixar

O debate A natureza humana: justiça vs. poder, entre Noam Chomsky e Michel Foucault, realizou-se na Universidade de Amsterdam, em novembro de 1971, e  foi transmitido pela televisão holandesa. Cada um dos dois interlocutores discursou em sua própria língua. 

O vídeo que segue apresenta um trecho desse debate, contendo um bom trabalho de legendas em português, com tradução de Alexandre Mourão. 

Esse debate foi publicado integralmente no livro intitulado La naturaleza humana: justicia vs. poder (Editorial Katz, 2006). Para baixar o livro, clique aqui.



segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

PM ataca cidadãos em Curitiba após pré-carnavalesco - vídeo

Na noite de domingo, a polícia militar promoveu uma inexplicável repressão aos cidadãos que permaneceram  nas ruas após o desfile pré-carnavalesco de blocos, em Curitiba (PR). O motivo da agressão teria sido o fato de alguém ter lançado uma garrafa contra um carro da PM. Enfurecidos, os policiais passaram a agredir todos as pessoas que se encontravam no local. 

Os vídeos a seguir, mostrando a ação da polícia, trazem o seguinte comentário de abertura (o grifo é nosso):

Gostaria primeiramente de pedir desculpas à todas as profissionais do sexo de Curitiba, sei que os policiais não são necessariamente seus filhos. Peço desculpas pelas referências exaltadas aqui proferidas em detrimento à sua respeitável profissão. Queridas profissionais, me desculpem. 

Esse vídeo será parte de uma trilogia que será completada assim que conseguir dar upload nos dois outros vídeos que somam aproximadamente 25 minutos. Consegui registrar a entrada até a saída da polícia (militar e municipal) e no meio disso há registro de trabalhadores (que trabalhavam durante o evento) correndo da polícia, mulheres feridas e diversos veículos da imprensa cobrindo o acontecimento.

Em segundo lugar gostaria que este vídeo servisse como solidariedade à todos os movimentos antifascistas que existem neste mundo. Sabemos que o inimigo é comum. 

Que tenhamos força e doçura para continuar com a luta diária pela defesa da simples dignidade, do simples direito, da simples alegria de ser, ver, falar, morar, ocupar, afetar, dançar, mijar, cantar, viver e deixar viver.

Todo meu apoio à todas as pessoas que lutam diariamente por uma vida não fascista.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Encontrada cidade inca na Amazônia brasileira

Importante descoberta arqueológica na Amazônia brasileira, em Rondônia, próximo ao rio Guaporé: portal pré-incaico que faz parte de uma cidade perdida, de um km2, completamente desconhecida (não consta de livros de história nem de mapas geográficos). Foi encontrada através de indicações de um indígena. "O portal era um centro cerimonial muito importante, onde provavelmente morava o cacique", diz o pesquisador (acreditamos que se refira ao pajé).

Os incas provavelmente vieram fugidos da invasão espanhola a Cusco. Aprofundarão as pesquisas científicas para obter mais dados desse importante achado. Veja depoimento do cientista e imagem do portal neste vídeo:


Imagens da muralha que cercava a cidade:

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Racismo e truculência da PM contra alunos da USP

O vídeo postado hoje (9/1/2011) no Youtube fala por si mesmo, mostra claramente a ação racista do policial voltada ao rapaz negro que se encontra entre os estudantes da USP, dentro do câmpus. Observe-se também que o PM saca a arma e a empunha contra o rapaz em atitude intimidatória.


Acontecimentos na sequência:

Completo: 
Nota no Facebook

domingo, 18 de dezembro de 2011

Imagens das Filipinas após tempestade tropical Washi, que fez centenas de vítimas

Nos vídeos a seguir, tem-se o cenário da destruição provocada pela tempestade tropical Washi, no sul das Filipinas. As informações sobre o número de vítimas do tufão são desencontradas. De acordo com notícia  de La Voz del Sandinismo, até o momento, ocorreram 652 mortes e 808 desaparecidos.



segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Em vídeo, professor da Unicamp explica tudo sobre Belo Monte

Em longa entrevista por Karina Botião, no programa Ação Nacional, de 17 de junho de 2011, da TV Século 21, o Prof. Dr. Arsenio Oswaldo Sevá Filho, do Departamento de Energia da Faculdade de Engenharia Mecânica da Unicamp, fornece detalhes técnicos e socioambientais envolvidos na construção da Usina de Belo Monte.

Sevá pesquisa o projeto da Usina Hidrelétrica de Belo Monte desde 1986. Clique para ver Currículo Lattes do pesquisador. Clique para fazer download de artigo científico de Sevá. Clique para baixar o livro Tenotã-Mõ, de autoria do professor.

Vídeos da entrevista:

domingo, 4 de dezembro de 2011

Resposta do Movimento Gota D'Água a questões sobre Belo Monte - vídeo

A seguir vídeos do Movimento Gota D'Água em resposta a dúvidas sobre Belo Monte. Quais impactos a usina poderá trazer aos índios e aos moradores do Xingu? Quais os impactos de Belo Monte ao meio ambiente? Seria possível equacionar a questão de produção de energia com a manutenção da vazão das águas do rio Xingu? Qual o real custo econômico da construção da hidrelétrica? Estas e outras questões são respondidas por especialistas que compareceram aos estúdios do Floresta Faz a Diferença, com apresentação de Sérgio Marone.


sábado, 26 de novembro de 2011

Toda a verdade sobre Belo Monte

Para saber o que é verdadeiro em relação à polêmica usina de Belo Monte, é necessário pesquisar o assunto por quatro ângulos distintos, mas inter-relacionacionados: 1) a questão política; 2) a questão técnica; 3) a questão da legalidade da construção da obra;  4) a questão das pessoas a quem o empreendimento afeta.

1) A questão política - uma das mais complexas, pois relaciona-se ao modelo econômico que o país tem em vista ao propor essa usina, o que envolve saber para quem e para o que essa obra se destina. Além disso, cabe nessa questão pensar em formas alternativas de produção de energia. Para responder a esses questionamentos, sugerimos os seguintes textos e vídeos:

Texto do Prof. Oswaldo Sevá,  da Unicamp, que pesquisa a usina de Belo Monte desde 1986, quando ela ainda se chamava Kararaô.
Texto de entrevista com Prof. Célio Bermann, da USP
Texto do Instituto Socioambiental (ISA), associação civil especializada em direitos indígenas


Vídeo de palestra de Felício Pontes Jr., procurador do Ministério Público Federal do Pará


2) A questão técnica envolve desde as características do projeto da usina até os impactos socioambientais. Textos e vídeo indicados:

Texto do Prof. Wilson Cabral de Souza Júnior, do ITA, e de John Reid, diretor executivo da CSF
Texto do Prof. Philip Fernside, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia
Texto do Prof. Célio Bermann, da USP (pdf de slides de palestra)

Vídeo com a Profª Marijane Lisboa, da PUC-SP


3) A questão da legalidade da construção da obra, que se relaciona ao cumprimento da legislação brasileira pertinente. Textos e vídeo:

Texto do Prof. Oswaldo Sevá, da Unicamp
Textos de Felício Pontes Jr., procurador do MPF-PA 

Vídeo de palestra de Felício Pontes Jr, procurador do MPF-PA


4) A questão das pessoas a quem o empreendimento afeta, compreende os moradores da região em que se constrói a usina, os chamados ribeirinhos, e os grupos indígenas que habitam a bacia do rio Xingu.

Coletânea de textos da Associação Brasileira de Antropologia (ABA)
Texto do Prof. Carlos Vainer, da UFRJ

Vídeo de palestra de Moisés Ribeiro, coordenador e membro da direção do Movimento dos Atingidos por Barragens (MA)

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Jimi Hendrix campeão mundial na guitarra pela Rolling Stone

O guitarrista norte-americano Jimi Hendrix (1942-1970) foi considerado o melhor guitarrista de todos os tempos em votação promovida pela revista Rolling Stone, junto a críticos e músicos e incluindo os 100 melhores da guitarra no mundo. 

Em segundo lugar, ficou Eric Clapton, seguido pelos seguintes grandes guitarristas Jimmy Page, Keith Richards, Jeff Beck, B.B. King, Chuck Berry, Eddie Van Halen, Duane Allman e Pete Townshend. Clique aqui para ver a notícia no site da revista dos EUA. Link para a notícia no Brasil.

Clique aqui para conhecer o site oficial de Jimi Hendrix, de propriedade da família do músico. Para letras de músicas de Hendrix, clique aqui.

Vídeo de Hendrix em 1970

No Woodstock em 1969

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Documentário mostra a realidade da Amazônia brasileira - Toxic: AMAZÔNIA

O filme Toxic: Amazônia, mostra a realidade da Amazônia brasileira, onde a violência é uma constante para os que buscam preservar o meio ambiente e sobreviver de atividades extrativistas, condizentes com a exploração sustentável da Floresta Amazônica. Esse documentário foi produzido por Felipe Milanez e Marcelo Lacerda.


Link para a página do documentário