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sábado, 9 de outubro de 2010

Como escrever pela nova ortografia

Observamos que muitas das pessoas que buscam orientação sobre a grafia de palavras formulam perguntas como “na nova ortografia ... tem acento” ou “... tem hífen na nova ortografia”, como, por exemplo:  “na nova ortografia assembleia tem acento”, “infraestrutura leva hífen na nova ortografia”.

Para fazer esse tipo de consulta, basta digitar a palavra desejada no campo de pesquisa do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP), do FLIP (que tem opções para a antiga e a nova ortografia, do Brasil ou de Portugal), ou da Infopédia (de Portugal).

No caso de pesquisa no VOLP, ressaltamos que esse vocabulário ignora palavras compostas que não tinham hífen e palavras que perderam o hífen na nova ortografia. Assim, ao se pesquisar, por exemplo, por conta corrente (que não tinha hífen e passou a tê-lo) ou por dia-a-dia (que perdeu o hífen), aparecerá uma mensagem informando que nenhuma palavra não foi encontrada. Nesse caso, pode-se pesquisar por conta-corrente e dia a dia, que o VOLP retornará a classe gramatical das palavras, considerando-as corretamente grafadas.

sábado, 18 de julho de 2009

Nova Ortografia – VOLP (download) - VOLP online

O VOLP (Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa) não poder ser baixado, mas está disponível para consulta online, clicando-se aqui.

A Academia Brasileira de Letras (ABL) publicou, em pdf, uma errata da edição 2009 do VOLP .

Essa lista de palavras que foram publicadas incorretamente pode ser baixada em:

www.academia.org.br/abl/media/Encarte_VOLP_5_Edicao_web.pdf

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Acordo Ortográfico - Especial para TCC

A Biblioteca Virtual do Governo do Estado de São Paulo publicou, neste mês, uma mátéria interessante para monografias e para professores de Língua Portuguesa, o Especial: REFORMA ORTOGRÁFICA.

Essa publicação traz uma introdução com informações gerais sobre a nova ortografia: a data de vigor do Novo Acordo,comentários sobre o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP) e um lembrete sobre o fato de que a mudança ortográfica não mexe na pronúncia das palavras.

A seguir, a matéria relata como aconteceu o acordo ortográfico. E finaliza com a história da língua portuguesa e um histórico das reformas ortográficas do passado.

Essa publicação está disponível em:


segunda-feira, 6 de abril de 2009

PALAVRAS COM HÍFEN E SEM HÍFEN

Já se pode consultar o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP), para saber a nova ortografia das palavras. Clique aqui.

Segue uma lista de palavras, de acordo com a nova ortografia, quanto às quais costuma haver dúvidas relacionadas ao hífen:

Letra A

a fim de
à queima-roupa
à toa
à vontade
abaixo-assinado (documento) abaixo assinados (signatários)
ab-rupto e abrupto
acerca de
aeroespacial
afro-brasileiro
afrodescendente
agroindústria
água-de-colônia
além-mar
amor-perfeito
anglo-saxão
ano-luz
antessala
antiaderente
antieconômico
anti-herói
anti-higiênico
anti-infeccioso
anti-inflamatório
antirrepublicano
antissemita
antissocial
ao deus-dará
arco-íris
autoadesivo
autoafirmação
autoajuda
autodidata
autoescola
autoestima
autoestrada
auto-hipnose
ave-maria
azul-marinho

Letra B

bem-amado
bem-aventurado
bem-criado
bem-dito (de dizer) e bendito (abençoado)
bem-dizer
bem-estar
bem-falante
bem-humorado
bem-me-quer
bem-te-vi
bem-vestido
bem-vindo
benfeito
benfeitoria
benquerer
benquisto
bico-de-papagaio (planta) e bico de papagaio (na coluna)
biorritmo
biossocial
blá-blá-blá
boa-fé
bumba meu boi

Letra C

café com leite
cão de guarda
carboidrato e carbo-hidrato
causa-mortis
circum-navegação
coabitar
coautor
cobra-d'água
coedição
coeducação
coenzima
coexistir
coirmão
conta-gotas
contra-ataque
contracheque
contraexemplo
contraindicado
contraoferta
contrarregra
contrassenso
coobrigação
cooptar
cor de café com leite
cor de vinho
cor-de-rosa
couve-flor
criado-mudo

Letra D

decreto-lei
dente-de-leão
desumano
deus nos acuda
dia a dia

Letra E

em cima
embaixo
euro-asiático
eurocêntrico
ex-diretor
ex-presidente
ex-primeiro-ministro
ex-marido
extraclasse
extraescolar
extrafino
extraoficial

Letra F

faz de conta
fim de século
fim de semana

Letra G

geofísica
geo-história
giga-hertz
girassol
grã-fino
grão-duque
Grão-Pará
guarda-chuva
guarda-noturno
Guiné-Bissau

Letra H

habeas-corpus
hidroelétrica e hidrelétrica
hidrossolúvel
hidroterapia
hipermercado
hiper-realista
hiper-refinado

Letra I

indo-chinês (da Índia e China)
indochinês (da Indochina)
indo-europeu
infra-assinado
infraestrutura
infrassom
inter-hemisférico
interpessoal
inter-regional
inter-relacionado
intramuscular
intraocular
intrauterino
inumano

Letra J

joão-de-barro
joão-ninguém

Letra L

latino-americano
luso-brasileiro
lusofonia

Letra M

macroestrutura
macrorregião
madressilva
mãe-d'água
má-fé
mais-que-perfeito
mal de Alzheimer
mal-acabado
malcriado
mal-entendido
mal-estar
malgrado
mal-humorado
mal-informado
má-língua
malmequer
malpassado
malvisto
mandachuva
maria vai com as outras
médico-cirurgião
mesa-redonda
microcirurgia
microempresa
microestrutura
micro-ondas
micro-organismo
microssistema
minissaia
minissérie
multisseriado

Letra N

não adepto
não fumante
não me toques (melindre)
não-me-toques (planta)
não oral
neoafricano
neoexpressionista
neo-ortodoxo
norte-americano

Letra O

olho-d'água

Letra P

pan-americano
pan-hispânico
para-brisa
para-choque
para-lama
paraquedas
paraquedismo
para-raios
pingue-pongue
plurianual
polivitamínico
por isso
porta-aviões
porta-retrato
porto-alegrense
pós-graduação
predeterminado
preencher
pré-escolar
preexistir
pré-história
pré-natal
pré-nupcial
pré-requisito
pressupor
primeiro-ministro
primeiro-tenente
proeminente
pró-reitor
pseudoprefixo
psicossocial

Letra Q

quarta-feira
quinta-feira

Letra R

reabilitar
recém-casado
recém-nascido
reco-reco
reedição
reeleição
reescrever
reidratar
ressocializar
retroalimentar
reumanizar

Letra S

sala de estar
segunda-feira
sem-cerimônia
semiaberto
semianalfabeto
semiárido
semicírculo
semi-interno
sem-número
sem-vergonha
sexta-feira
sobreaquecer
sobre-elevação
sobre-estimar
sobre-humano
sobrepor
sociocultural
socioeconômico
sócio-histórico
subalimentado
subalugar
subaquático
subemprego
subestimar
subdiretor
sub-humano
subfaturar
sub-reitor
sub-rogar
sul-africano
superestrutura
super-homem
super-racional
super-resistente
suprarrenal
suprassumo

Letra T

tenente-coronel
tico-tico
tia-avó
tique-taque
tomara que caia

Letra U

tenente-coronel
terça-feira
tico-tico
tia-avó
tique-taque
tomara que caia

Letra V

vaga-lume
verbo-nominal
vice-almirante
vice-presidente
vice-rei
vira-casaca

Letra X

xique-xique (chocalho)
xiquexique (planta)

Letra U

zás-trás
zé-povinho
zigue-zague
zum-zum-zum

E-mail para contatos: lelovni@yahoo.com.br

segunda-feira, 23 de março de 2009

NOVA ORTOGRAFIA: CRITÉRIOS DE ELABORAÇÃO DO VOLP

O VOLP E O NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO

(Palestra de Evanildo Bechara, dia 17/03/2009, apresentada online no site da ABL.)

Quatro princípios metodológicos nortearam a elaboração da 5ª edição do VOLP:

Obediência ao Acordo de 90 (critério “acaciano”), daí se seguem regras gerais.

Leitura do Acordo de maneira mais ampla, daí se seguem regras específicas.

- OI e EI sem acento – porque há lugares da lusofonia onde o ditongo não é tão marcado.

Regra geral prevalece em: destróier, Méier (paroxítonos terminados em R).

- OO e EE sem acento – em 1945 não eram acentuados, em 1943 eram. O Acordo atual é mais próximo do de 45.

Regra geral prevalece em: herôon (paroxítono terminado em N). Suplementa o Acordo. Significa templo para cultuar heróis gregos e romanos.

- Problemas gerados pelo uso de etc. nas listas de exceções do Acordo – no VOLP, consideraram-se apenas as exceções explícitas mais o critério de os derivados seguirem a excepcionalidade dos originais. Exemplos: paraquedas > paraquedismo, girassol > girassolzinho, pontapé > pontapear.

- Quanto aos compostos, a tradição brasileira e lusitana não tem dúvida em aglutinar formas como abrolhos, passatempo, passaporte, valhacouto. Quando não houve coincidência, como em rega-bofe (Brasil) e rega bofe (Portugal), seguiu-se o critério de haver ou não elemento de ligação entre as palavras (substantivos, verbos, adjetivos): sem elemento de ligação vai hífen (rega-bofe, vaga-lume); com elemento de ligação não vai hífen (pé de galinha, ponto e vírgula).

Espírito imanente do Acordo (simplificação).

- As locuções adverbiais, adjetivas, pronominais, conjuncionais não eram hifenizadas, com exceção de uns cinco casos. Isso era difícil para o falante. Daí o hífen ter sido retirado de todas as locuções. Por ex.: dia a dia, à toa.

Problemas:

a)Onomatopéias – havia com e sem hífen. Dar nome a sons é semelhante a nomear as coisas (Saussure), daí se pode considerar a onomatopéia como o substantivo: substantivo sem elemento de ligação vai hífen, então em onomatopéia também vai, ex. reco-reco, cri-cri. Os derivados também deveriam seguir esse critério, mas, como a tradição não usava o hífen, o VOLP também não usa. Ex. cricrilar.

b)Locuções lexicalizadas (= valor de substantivo) – sem hífen. Ex.: maria vai com as outras.


Observar os VOLPs anteriores e, com base neles, suprir lacunas.

Vogais iguais – com hífen, para garantir a integridade de cada vogal, evitando-se a crase. Ex.: anti-ibérico. Mas, nos últimos cem anos da língua, não é normal haver a crase em REE e em COO, daí o VOLP supriu o Acordo, mantendo esses derivados sem hífen. Ex.: reeleição, cooperar.

E-mail para contatos: lelovni@yahoo.com.br

quinta-feira, 12 de março de 2009

ESCLAREÇA DÚVIDAS SOBRE O USO DO HÍFEN E DOS ACENTOS GRÁFICOS

Na Nota Explicativa da 5ª edição do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP), na qual a Academia Brasileira de Letras informa sobre os procedimentos metodológicos seguidos na elaboração dessa edição do VOLP, pode-se esclarecer questões polêmicas quanto ao uso do hífen e da acentuação gráfica. Por exemplo, saber que se usam ambas as formas carbo-hidrato e carboidrato e o acento em destróier.

Essas explicações se encontram no site da ABL, em arquivo pdf, procure em:

http://www.academia.org.br/abl/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=8707&sid=624

Para consultar o novo VOLP on-line, clique aqui.

CONFERÊNCIA DE BECHARA SOBRE O ACORDO ORTOGRÁFICO (VÍDEO)

A conferência de Bechara pode ser vista através do seguinte link:

mais.uol.com.br/view/5538xakjh4b4/17032009--o-novo-acordo-ortografico-e-a-elaboracao-0402336CDCB98326?types=A&

No portal da Academia Brasileira de Letras, também se pode assistir aos vídeos das conferências promovidas pela ABL sobre o Acordo Ortográfico. Para tanto, deve-se seguir os seguintes passos:

1º) Acessar o portal da ABL: http://www.academia.org.br

2º) Posicionar o cursor sobre o campo MEMÓRIA DA ABL, no menu do portal.

3º) Clicar em: 2009.

4º) Clicar em: Conferências.

5º) Clicar em: O Acordo Ortográfico.

Pode-se assistir à conferência de Domício Proença Filho, "A história da ortografia e a ABL", além da conferência de Evanildo Bechara, "O Novo Acordo Ortográfico e a Elaboração do VOLP".

Cada uma das conferências tem a duração de uma hora.

AFINAL O LANÇAMENTO DO NOVO VOCABULÁRIO ORTOGRÁFICO - AGORA TAMBÉM ONLINE

Aconteceu no dia 19 de março, às 17h30min, no Petit Trianon, o lançamento da 5ª edição do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP). O VOLP incorpora as normas estabelecidas pelo Acordo Ortográfico de 1990, regulamentado no Brasil por força de decretos assinados pelo Presidente Lula na ABL, no dia 29 de setembro de 2008, e já em vigor desde 1º de janeiro deste ano.

O volume tem 887 páginas e contém 349.737 vocábulos listados por ordem alfabética (com a classificação gramatical de cada um), além de cerca de 1500 estrangeirismos arrolados na parte final da obra.

Sandroni afirmou que, com o lançamento, “a Língua Portuguesa deixa para trás a condição de ser idioma cujo peso cultural e político ainda encontrava, na vigência de dois sistemas ortográficos oficiais, um entrave ao seu prestígio e difusão internacional”. Acrescentou, também, que “esta edição se apresenta aumentada em seu universo lexical, corrige falhas tipográficas e oferece informações ortoépicas sobre possíveis dúvidas resultantes do emprego de algumas das normas ortográficas”.

A ABL ainda apresentou texto de Nota Explicativa informando sobre os procedimentos metodológicos seguidos na elaboração dessa edição do VOLP. Sobre essa Nota Explicativa, o acadêmico Evanildo Bechara, coordenador da Comissão de Lexicografia e Lexicologia da ABL (integrada por ele e pelos acadêmicos Eduardo Portella e Alfredo Bosi), ressaltou a importância de que a opinião pública seja corretamente informada a respeito dos quatro princípios norteadores adotados pela ABL e que “garantem fiel compromisso aos propósitos dos signatários oficiais do Acordo”.

Os quatro princípios são os seguintes:

respeitar a lição do texto do Acordo;
estabelecer uma linha de coerência do texto como um todo;
acompanhar o espírito simplificador do texto do Acordo;
preservar a tradição ortográfica refletida nos formulários e vocabulários oficiais anteriores, quando das omissões do texto do Acordo.

quinta-feira, 5 de março de 2009

NOVA ORTOGRAFIA: CONSULTA AUTOMÁTICA E REGRAS


Para consulta automática do português do Brasil, clique no VOLP online.


Para pesquisa em português de Portugal, clique no Vocabulário Online da Editora Porto.


domingo, 15 de fevereiro de 2009

ACENTUAÇÃO GRÁFICA NO ACORDO ORTOGRÁFICO

Para saber a correta grafia de palavras, verifique o VOLP on-line, clicando aqui. O VOLP é o Vocabulário Ortográfico da Academia Brasileira de Letras.

BASE VIII


DA ACENTUAÇÃO GRAFICA DAS PALAVRAS OXÍTONAS

1º)Acentuam-se com acento agudo:

a) As palavras oxítonas terminadas nas vogais tónicas/tônicas abertas grafadas -a, -e ou -o, seguidas ou não de -s: está, estás, já, olá; até, é, és, olé, pontapé(s); avó(s,), dominó(s), paletó(s,), só(s).

Obs.: Em algumas (poucas) palavras oxítonas terminadas em -e tónico/tônico, geralmente provenientes do francês, esta vogal, por ser articulada nas pronúncias cultas ora como aberta ora como fechada, admite tanto o acento agudo como o acento circunflexo: bebé ou bebê, bidé ou bidê, canapé ou canapê, caraté ou caratê, croché ou crochê, guichê ou guichê, matiné ou matinê, nené ou nenê, ponjé ou ponjê, puré ou purê, rapé ou rapê.

O mesmo se verifica com formas como cocó e cocô, ré (letra do alfabeto grego) e ré. São igualmente admitidas formas como judô, a par de judo, e metrô, a par de metro.

b) As formas verbais oxítonas, quando, conjugadas com os pronomes clíticos lo(s) ou la(s), ficam a terminar na vogal tónica/tônica aberta grafada -a, após a assimilação e perda das consoantes finais grafadas -r, -s ou -z: adorá-lo(s) (de adorar-lo(s)), dá-la(s) (de dar-la(s) ou dá(s)-la(s) ou dá(s)-la(s)), fá-lo(s) (de faz-lo(s)), fá-lo(s)-às (de far-lo(s)-ás), habita-la(s)-iam (de habitar-la(s)-iam), tra-la(s)-á (de trar-la(s)-á).

c) As palavras oxítonas com mais de uma sílaba terminadas no ditongo nasal (presente do indicativo etc.) ou -ens: acém, detém, deténs, entretém, entreténs, harém, haréns, porém, provém, provéns, também.

d) As palavras oxítonas com os ditongos abertos grafados –éi, éu ou ói, podendo estes dois últimos ser seguidos ou não de –s: anéis, batéis, fiéis, papéis; céu(s), chapéu(s), ilhéu(s), véu(s); corrói (de correr), herói(s), remói (de remoer), sóis.

2º) Acentuam-se com acento circunflexo:

a) As palavras oxítonas terminadas nas vogais tónicas/tônicas fechadas que se grafam –e ou –o, seguidas ou não de –s: cortês, dê, dês (de dar), lê, lês (de ler), português, você(s); avô(s), pôs (de pôr), robô(s).

b) As formas verbais oxítonas, quando conjulgadas com os pronomes clíticos -lo(s) ou la(s), ficam a terminar nas vogais tónicas/tônicas fechadas que se grafam –e ou –o, após a assimilação e perda das consoantes finais grafadas –r, -s ou –z: detê-lo(s) (de deter-lo-(s)), fazê-la(s) (de fazer-la(s)), fê-lo(s) (de fez-lo(s)), vê-la(s) (de ver-la(s)), compô-la(s) (de compor-la(s)), repô-la(s) (de repor-la(s)), pô-la(s) (de por-la(s) ou pôs-la(s)).

3º) Prescinde-se de acento gráfico para distinguir palavras oxítonas homógrafas, mas heterofónicas/heterofônicas, do tipo de cor (ô), substantivo, e cor (ó), elemento da locução de cor; colher (ê), verbo, e colher (é), substantivo. Excetua-se a forma verbal pôr, para a distinguir da preposição por.

BASE IX

DA ACENTUAÇÃO GRÁFICA DAS PALAVRAS PAROXÍTONAS

1º) As palavras paroxítonas não são em geral acentuadas graficamente: enjoo, grave, homem, mesa, Tejo, vejo, velho, voo; avanço, floresta; abençoo, angolano, brasileiro; descobrimento, graficamente, moçambicano

2º) Recebem, no entanto, acento agudo:

a) As palavras paroxítonas que apresentam, na sílaba tónica/tônica, as vogais abertas grafadas a, e, o e ainda i ou u e que terminam em –l, -n, -r, -x e –ps, assim como, salvo raras exceções, as respectivas formas do plural, algumas das quais passam a proparoxítonas: amável (pl. amáveis), Aníbal, dócil (pl. dóceis), dúctil (pl. dúcteis), fóssil (pl. fósseis), réptil (pl. répteis; var. reptil, pl. reptis); cármen (pl. cármenes ou carmens; var. carme, pl. carmes); dólmen (pl. dólmenes ou dolmens), éden (pl. édenes ou edens), líquen (pl. líquenes), lúmen (pl. lúmenes ou lúmens); acúcar (pl. açúcares), almíscar (pl. almíscares), cadáver (pl. cadáveres), caráter ou carácter (mas pl. carateres ou caracteres), ímpar (pl. ímpares); Ájax, córtex (pl. córtex; var. córtice, pl. córtices, índex (pl. índex; var. índice, pl. índices), tórax (pl. tórax ou tóraxes; var. torace, pl. toraces); bíceps (pl. bíceps; var. bicípite, pl. bicípites), fórceps (pl. fórceps; var. fórcipe, pl. fórcipes).

Obs.: Muito poucas palavras deste tipo, com a vogais tónicas/tônicas grafadas e e o em fim de sílaba, seguidas das consoantes nasais grafadas m e n, apresentam oscilação de timbre nas pronúncias cultas da língua e, por conseguinte, também de acento gráfico (agudo ou circunflexo): sémen e sêmen, xénon e xênon; fêmure fémur, vómer e vômer; Fénix e Fênix, ónix e ônix.

b) As palavras paroxítonas que apresentam, na sílaba tónica/tônica, as vogais abertas grafadas a, e, o e ainda i ou u e que terminam em -ã(s), -ão(s), -ei(s), -i(s), -um, -uns ou -us: órfã (pl. órfãs), acórdão (pl. acórdãos), órgão (pl. órgãos), órgão (pl. órgãos), sótão (pl. sótãos); hóquei, jóquei (pl. jóqueis), amáveis (pl. de amável), fáceis (pl. de fácil), fósseis (pl. de fóssil), amáreis (de amar), amaveis (id.), cantaríeis (de cantar), fizéreis (de fazer), fizésseis (id.); beribéri (pl. beribéris), bílis (sg. e pl.), íris (sg. e pl.), júri (di. júris), oásis (sg. e pl.); álbum (di. álbuns), fórum (di. fóruns); húmus (sg. e pl.), vírus (sg. e pl.).

Obs.: Muito poucas paroxítonas deste tipo, com as vogais tónicas/tônicas grafadas e e o em fim de sílaba, seguidas das consoantes nasais grafadas m e n, apresentam oscilação de timbre nas pronúncias cultas da língua, o qual é assinalado com acento agudo, se aberto, ou circunflexo, se fechado: pónei e pônei; gónis e gônis, pénis e pênis, ténis e tênis; bónus e bônus, ónus e ônus, tónus e tônus, Vénus e Vênus.

3º) Não se acentuam graficamente os ditongos representados por ei e oi da sílaba tónica/tônica das palavras paroxítonas, dado que existe oscilação em muitos casos entre o fechamento e a abertura na sua articulação: assembleia, boleia, ideia, tal como aldeia, baleia, cadeia, cheia, meia; coreico, epopeico, onomatopeico, proteico; alcaloide, apoio (do verbo apoiar), tal como apoio (subst.), Azoia, hoia, boina, comboio (subst.), tal como comboio, comboias, etc. (do verbo comboiar), dezoito, estroina, heroico, introito, jiboia, moina, paranoico, zoina.

4º) É facultativo assinalar com acento agudo as formas verbais de pretérito per¬feito do indicativo, do tipo amámos, louvámos, para as distinguir das correspondentes formas do presente do indicativo (amamos, louvamos), já que o timbre da vogal tónica/tônica é aberto naquele caso em certas variantes do português.

5º) Recebem acento circunflexo:

a) As palavras paroxítonas que contêm, na sílaba tónica/tônica, as vogais fechadas com a grafia a, e, o e que terminam em -l, -n, -r, ou -x, assim como as respetivas formas do plural, algumas das quais se tornam proparoxítonas: cônsul (pl. cônsules), pênsil (pl. pênseis), têxtil (pl. têxteis); cânon, var. cânone (pl. cânones), plâncton (pl. plânctons); Almodôvar, aljôfar (pl. aljôfares), âmbar (pl. âmbares), Câncer, Tânger; bômbax(sg. e pl.), bômbix, var. bômbice (pl. bômbices).

b) As palavras paroxítonas que contêm, na sílaba tónica/tônica, as vogais fechadas com a grafia a, e, o e que terminam em -ão(s), -eis, -i(s) ou -us: bênção(s), côvão(s), Estêvão, zângão(s); devêreis (de dever), escrevêsseis (de escrever) ,fôreis (de ser e ir), fôsseis (id.), pênseis (pl. de pênsil), têxteis (pl. de têxtil); dândi(s), Mênfis; ânus.

c) As formas verbais têm e vêm, 3ªs pessoas do plural do presente do indicativo de ter e vir, que são foneticamente paroxítonas (respetivamente / tãjãj /, / vãjãj / ou / têêj /, / vêêj / ou ainda / têjêj /, / vêjêj /; cf. as antigas grafias preteridas, têem, vêem, a fim de se distinguirem de tem e vem, 3ªs pessoas do singular do presente do indicativo ou 2ªs pessoas do singular do imperativo; e também as correspondentes formas compostas, tais como: abstêm (cf. abstém), advêm (cf. advém), contêm (cf. contém), convêm (cf. convém), desconvêm (cf. desconvém), detêm (cf. detem), entretem (cf. entretém), intervêm (cf. intervém), mantêm (cf. mantém), obtêm (cf. obtém), provêm (cf. provém), sobrevêm (cf. sobrevém).

Obs.: Também neste caso são preteridas as antigas grafias detêem, intervêem, mantêem, provêem, etc.

6º) Assinalam-se com acento circunflexo:

a) Obrigatoriamente, pôde (3ª pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo), no que se distingue da correspondente forma do presente do indicativo (pode).

b) Facultativamente, dêmos (1ª pessoa do plural do presente do conjuntivo), para se distinguir da correspondente forma do pretérito perfeito do indicativo (demos); fôrma (substantivo), distinta de forma (substantivo; 3ª pessoa do singular do presente do indicativo ou 2ªpessoa do singular do imperativo do verbo formar).

7º) Prescinde-se de acento circunflexo nas formas verbais paroxítonas que contêm um e tónico/tônico oral fechado em hiato com a terminação -em da 3ª pessoa do plural do presente do indicativo ou do conjuntivo, conforme os casos: creem, deem (conj.), descreem, desdeem (conj.), leem, preveem, redeem (conj.), releem, reveem, tresleem, veem.

8º) Prescinde-se igualmente do acento circunflexo para assinalar a vogal tónica/tonica fechada com a grafia o em palavras paroxítonas como enjoo, substantivo e flexão de enjoar, povoo, flexão de povoar, voo, substantivo e flexão de voar, etc.

9º) Prescinde-se, quer do acento agudo, quer do circunflexo, para distinguir palavras paroxítonas que, tendo respectivamente vogal tónica/tônica aberta ou fechada, são homógrafas de palavras proclíticas. Assim, deixam de se distinguir pelo acento gráfico: para (á), flexão de parar, e para, preposição; pela(s) (é), substantivo e flexão de pelar, e pela(s), combinação de per e la(s); pelo (é), flexão de pelar, pelo(s) (é), substantivo ou combinação de per e lo(s); polo(s) (ó), substantivo, e polo(s), combinação antiga e popular de por e lo(s); etc.

10º) Prescinde-se igualmente de acento gráfico para distinguir paroxítonas homógrafas heterofónicas/heterofônicas do tipo de acerto (ê), substantivo, e acerto (é,), flexão de acertar; acordo (ô), substantivo, e acordo (ó), flexão de acordar; cerca (ê), substantivo, advérbio e elemento da locução prepositiva cerca de, e cerca (é,), flexão de cercar; coro (ó), substantivo, e flexão de corar; deste (ê), contracção da preposição de com o demonstrativo este, e deste (é), flexão de dar; fora (ô), flexão de ser e ir, e fora (ó), advérbio, interjeição e substantivo; piloto (ô), substantivo, e piloto (ó), flexão de pilotar, etc.

BASE X

DA ACENTUAÇÃO DAS VOGAIS TÓNICAS/TÔNICAS GRAFADAS

I E U DAS PALAVRAS OXÍTONAS E PAROXÍTONAS

1º)
As vogais tónicas/tônicas grafadas i e u das palavras oxítonas e paroxítonas levam acento agudo quando antecedidas de uma vogal com que não formam ditongo e desde de que não constituam sílaba com a eventual consoante seguinte, excetuando o caso de s: adaís (pl. de adail), aí, atraí (de atrair), baú, caís (de cair), Esaú, jacuí, Luís, país, etc.; alaúde, amiúde, Araújo, Ataíde, atraiam (de atrair), atraísse (id.) baía, balaústre, cafeína, ciúme, egoísmo, faísca, faúlha, graúdo, influíste (de influir), juízes, Luísa, miúdo, paraíso, raízes, recaída, ruína, saída, sanduíche, etc.

2º) As vogais tónicas/tônicas grafadas i e u das palavras oxítonas e paroxítonas não levam acento agudo quando, antecedidas de vogal com que não formam ditongo, constituem sílaba com a consoante seguinte, como é o caso de nh, l, m, n, r e z: bainha, moinho, rainha; adail, paul, Raul; Aboim, Coimbra, ruim; ainda, constituinte, oriundo, ruins, triunfo; atrair, demiurgo, influir, influirmos; juiz, raiz; etc.

3º) Em conformidade com as regras anteriores leva acento agudo a vogal tónica/tônica grafada i das formas oxítonas terminadas em r dos verbos em -air e -uir, quando estas se combinam com as formas pronominais clíticas -lo(s), -la(s), que levam à assimilação e perda daquele -r: atraí-lo(s,) (de atrair-lo(s)); atraí-lo(s)-ia (de atrair-lo(s)-ia); possuí-la(s) (de possuir-la(s)); possuí-la(s)-ia (de possuir-la(s) -ia).

4º) Prescinde-se do acento agudo nas vogais tónicas/tônicas grafadas i e u das palavras paroxítonas, quando elas estão precedidas de ditongo: baiuca, boiuno, cauila (var. cauira), cheiinho (de cheio), saiinha (de saia).

5º) Levam, porém, acento agudo as vogais tónicas/tônicas grafadas i e u quando, precedidas de ditongo, pertencem a palavras oxítonas e estão em posição final ou seguidas de s: Piauí, teiú, teiús, tuiuiú, tuiuiús.

Obs.: Se, neste caso, a consoante final for diferente de s, tais vogais dispensam o acento agudo: cauim.

6º) Prescinde-se do acento agudo nos ditongos tónicos/tônicos grafados iu e ui, quando precedidos de vogal: distraiu, instruiu, pauis (pl. de paul).

7º) Os verbos aguir e redarguir prescindem do acento agudo na vogal tónica/tônica grafada u nas formas rizotónicas/rizotônicas: arguo, arguis, argui, arguem; argua, arguas, argua, arguam.

Os verbos do tipo de aguar, apaniguar, apaziguar, apropinquar, averiguar, desaguar, enxaguar, obliquar, delinquir e afins, por oferecerem dois paradigmas, ou têm as formas rizotónicas/rizotônicas igualmente acentuadas no u mas sem marca gráfica (a exemplo de averiguo, averiguas, averigua, averiguam; averigue, averigues, averigue, averiguem; enxaguo, enxaguas, enxagua, enxaguam; enxague, enxagues, enxague, enxaguem, etc.; delinquo, delinquis, delinqui, delinquem; mas delinquimos, delin quis) ou têm as formas rizotónicas/rizotônicas acentuadas fónica/fônica e graficamente nas vogais a ou i radicais (a exemplo de averíguo, averíguas, averígua, averíguam; averígue, averígues, averígue, averíguem; enxáguo, enxáguas, enxágua, enxáguam; enxágue, enxágues, enxágue, enxáguem; delínquo, delínques, delínque, delínquem; delínqua, delínquas, delínqua, delínquam).

Obs.: Em conexão com os casos acima referidos, registe-se que os verbos em -ingir (atingir, cingir, constringir, infringir, tingir, etc.) e os verbos em -inguir sem prolação do u (distinguir, extinguir, etc.) têm grafias absolutamente regulares (atinjo, atinja, atinge, atingimos, etc.; distingo, distinga, distingue, distinguimos, etc.).

BASE XI

DA ACENTUAÇÃO GRÁFICA DAS PALAVRAS PROPAROXÍTONAS

1º) Levam acento agudo:

a)
As palavras proparoxítonas que apresentam na sílaba tónica/tônica as vogais abertas grafadas a, e, o e ainda i, u ou ditongo oral começado por vogal aberta: árabe, cáustico, Cleópatra, esquálido, exército, hidráulico, líquido, míope, músico, plástico, prosélito, público, rústico, tétrico, último;

b) As chamadas proparoxítonas aparentes, isto é, que apresentam na sílaba tónica/tônica as vogais abertas grafadas a, e, o e ainda i, u ou ditongo oral começado por vogal aberta, e que terminam por seqüências vocálicas pós-tónicas/pós-tônicas praticamente consideradas como ditongos crescentes (-ea, -eo, -ia, -ie, -io, -oa, -ua, -uo, etc.): álea, náusea; etéreo, níveo; enciclopédia, glória; barbárie, série; lírio, prélio; mágoa, nódoa; exígua, língua; exíguo, vácuo.

2º) Levam acento circunflexo:

a) As palavras proparoxítonas que apresentam na sílaba tónica/tônica vogal fechada ou ditongo com a vogal básica fechada: anacreôntico, brêtema, cânfora, cômputo, devêramos (de dever), dinâmico, êmbolo, excêntrico, fôssemos (de ser e ir), Grândola, hermenêutica, lâmpada, lôstrego, lôbrego, nêspera, plêiade, sôfrego, sonâmbulo, trôpego;

b) As chamadas proparoxítonas aparentes, isto é, que apresentam vogais fechadas na sílaba tónica/tônica, e terminam por seqüências vocálicas pós-tónicas/pós-tônicas praticamente consideradas como ditongos crescentes: amêndoa, argênteo, côdea, Islândia, Mântua, serôdio.

3º) Levam acento agudo ou acento circunflexo as palavras proparoxítonas, reais ou aparentes, cujas vogais tónicas/tônicas grafadas e ou o estão em final de sílaba e são seguidas das consoantes nasais grafadas m ou n, conforme o seu timbre é, respetivamente, aberto ou fechado nas pronúncias cultas da língua: académico/acadêmico, anatómico/anatômico, cénico/cênico, cómodo/cômodo, fenómeno/ fenômeno, género/gênero, topónimo/topônimo; Amazónia/Amazônia, António/Antônio, blasfémia/blasfêmia, fémea/fêmea, gémeo/gêmeo, génio/gênio, ténue/tênue.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

NOVA ORTOGRAFIA: CONSULTA AUTOMÁTICA

O VOLP online, da Academia Brasileira de Letras, para português do Brasil está disponível para consulta automática, bastando digitar a palavra no retângulo para a pesquisa.

O VOLP, Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, em sua 5ª edição, é o documento que dá a palavra final em termos da nova ortografia oficial do português brasileiro, em vigor a partir de 2009.

Já para o português de Portugal, deve-se consultar o Vocabulário online da Editora Porto.




quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

O HÍFEN NO TEXTO OFICIAL DO ACORDO ORTOGRÁFICO

Para saber a correta grafia de palavras, verifique o VOLP on-line, clicando aqui. O VOLP é o Vocabulário Ortográfico da Academia Brasileira de Letras.

ACORDO ORTOGRÁFICO DE 1990
(Texto Oficial )

BASE XV - DO HÍFEN EM COMPOSTOS, LOCUÇÕES E ENCADEAMENTOS VOCABULARES

1º) Emprega-se o hífen nas palavras compostas por justaposição que não contêm formas de ligação e cujos elementos, de natureza nominal, adjetival, numeral ou verbal, constituem uma unidade sintagmática e semântica e mantêm acento próprio, podendo dar-se o caso de o primeiro elemento estar reduzido: ano-luz, orce-bispo-bispo, arco-íris, decreto-lei, és-sueste, médico-cirurgião, rainha-cláudia, tenente-coronel, tio-avô, turma-piloto; alcaide-mor, amor-perfeito, guarda-noturno, mato-grossense, norte-americano, porto-alegrense, sul-africano; afro-asiático, cifro-luso-brasileiro, azul-escuro, luso-brasileiro, primeiro-ministro, primeiro-sargento, primo-infeção, segunda-feira; conta-gotas, finca-pé, guarda-chuva.
Obs.: Certos compostos, em relação aos quais se perdeu, em certa medida, a noção de composição, grafam-se aglutinadamente: girassol, madressilva, mandachuva, pontapé, paraquedas, paraquedista, etc.

2º) Emprega-se o hífen nos topónimos/topônimos compostos, iniciados pelos adjetivos grã, grão ou por forma verbal ou cujos elementos estejam ligados por artigo: Grã-Bretanha, Grão-Pará; Abre-Campo; Passa-Quatro, Quebra-Costas, Quebra-Dentes, Traga-Mouros, Trinca-Fortes; Albergaria-a-Velha, Baía de Todos-os-Santos, Entre-os-Rios, Montemor-o-Novo, Trás-os-Montes.
Obs.: Os outros topónimos/topônimos compostos escrevem-se com os elementos separados, sem hífen: América do Sul, Belo Horizonte, Cabo Verde, Castelo Branco, Freixo de Espada à Cinta, etc. O topónimo/topônimo Guiné-Bissau é, contudo, uma exceção consagrada pelo uso.

3º) Emprega-se o hífen nas palavras compostas que designam espécies botânicas e zoológicas, estejam ou não ligadas por preposição ou qualquer outro elemento: abóbora-menina, couve-flor, erva-doce, feijão-verde; benção-de-deus, erva-do-chá, ervilha-de-cheiro, fava-de-santo-inâcio, bem-me-quer (nome de planta que também se dá à margarida e ao malmequer); andorinha-grande, cobra-capelo, formiga-branca; andorinha-do-mar, cobra-d’água, lesma-de-conchinha; bem-te-vi (nome de um pássaro).

4º) Emprega-se o hífen nos compostos com os advérbios bem e mal, quando estes formam com o elemento que se lhes segue uma unidade sintagmática e semântica e tal elemento começa por vogal ou h. No entanto, o advérbio bem, ao contrário de mal, pode não se aglutinar com palavras começadas por consoante. Eis alguns exemplos das várias situações: bem-aventurado, bem-estar, bem-humorado; mal-afortunado, mal-estar, mal-humorado; bem-criado (cf. malcriado), bem-ditoso (cf. malditoso), bem-falante (cf malfalante), bem-mandado (cf. malmandado). bem-nascido (cf. malnascido) , bem-soante (cf. malsoante), bem-visto (cf. malvisto).
Obs.: Em muitos compostos, o advérbio bem aparece aglutinado com o segundo elemento, quer este tenha ou não vida à parte: benfazejo, benfeito, benfeitor, benquerença, etc.

5º) Emprega-se o hífen nos compostos com os elementos além, aquém, recém e sem: além-Atlântico, além-mar, além-fronteiras; aquém-fiar, aquém-Pireneus; recém-casado, recém-nascido; sem-cerimônia, sem-número, sem-vergonha.

6º) Nas locuções de qualquer tipo, sejam elas substantivas, adjetivas, pronomi¬nais, adverbiais, prepositivas ou conjuncionais, não se emprega em geral o hífen, salvo algumas exceções já consagradas pelo uso (como é o caso de água-de-colónia, arco-da-velha, cor-de-rosa, mais-que-perfeito, pé-de-meia, ao deus-dará, à queima-roupa). Sirvam, pois, de exemplo de emprego sem hífen as seguintes locuções:
a) Substantivas: cão de guarda, fim de semana, sala de jantar;
b) Adjetivas: cor de açafrão, cor de café com leite, cor de vinho;
c) Pronominais: cada um, ele próprio, nós mesmos, quem quer que seja;
d) Adverbiais: à parte (note-se o substantivo aparte), à vontade, de mais (locução que se contrapõe a de menos; note-se demais, advérbio, conjunção, etc.), depois de amanhã, em cima, por isso;
e) Prepositivas: abaixo de, acerca de, acima de, a fim de, a par de, à parte de, apesar de, aquando de, debaixo de, enquanto a, por baixo de, por cima de, quanto a;
f) Conjuncionais: afim de que, ao passo que, contanto que, logo que, por conseguinte, visto que.

7º) Emprega-se o hífen para ligar duas ou mais palavras que ocasionalmente se combinam, formando, não propriamente vocábulos, mas encadeamentos vocabulares (tipo: a divisa Liberdade-Igualdade-Fraternidade, a ponte Rio-Niterói, o percurso Lisboa-Coimbra-Porto, a ligação Angola-Moçambique, e bem assim nas combinações históricas ou ocasionais de topónimos/topônimos (tipo: Aus¬tria-Hungria, Alsácia-Lorena, Angola-Brasil, Tóquio-Rio de Janeiro, etc.).

BASE XVI - DO HÍFEN NAS FORMAÇÕES POR PREFIXAÇÃO, RECOMPOSIÇÃO E SUFIXAÇÃO

1º) Nas formações com prefixos (como, por exemplo: ante-, anti-, circum-, co-, contra-, entre-, extra-, hiper-, infra-, intra-, pós-, pré-, pró-, sobre-, sub-, super-, supra-, ultra-, etc.) e em formações por recomposição, isto é, com elementos não autónomos ou falsos prefixos, de origem grega e latina (tais como: aero-, agro-, arqui-, auto-, hio-, eletro-, geo-, hidro-, inter-, macro-, maxi-, micro-, mini-, multi-, neo-, pan-, pluri-, proto-, pseudo-, retro-, semi-, tele-, etc.), só se emprega o hífen nos seguintes casos:
a) Nas formações em que o segundo elemento começa por h: anti-higiénico/anti-higiênico, circum-hospitalar, co-herdeiro, contra-harmónico/contra-harmônico, extra-humano, pré-história, sub-hepático, super-homem, ultra-hiperbólico; arqui¬hipérbole, eletro-higrómetro, geo-história, neo-helénico/neo-helênico, pan-helenismo, semi-hospitalar.
Obs.: Não se usa, no entanto, o hífen em formações que contêm em geral os prefixos des- e in- e nas quais o segundo elemento perdeu o h inicial: desumano, desumidificar, inábil, inumano, etc.
b) Nas formações em que o prefixo ou pseudoprefixo termina na mesma vogal com que se inicia o segundo elemento: anti-ibérico, contra-almirante, infra-axilar, supra-auricular; arqui-irmandade, auto-observação, eletro-ótica, micro-onda, semi-interno.
Obs.: Nas formações com o prefixo co-, este aglutina-se em geral com o segundo elemento mesmo quando iniciado por o: coobrigação, coocupante, coordenar, cooperação, cooperar, etc.
c) Nas formações com os prefixos circum- e pan-, quando o segundo elemento começa por vogal, m ou n (além de h, caso já considerado atrás na alínea a): circum-escolar, circum-murado, circum-navegação; pan-africano, pan-mágico, pan-negritude.
d) Nas formações com os prefixos hiper-, inter- e super-, quando combinados com elementos iniciados por r: hiper-requintado, inter-resistente, super-revista.
e) Nas formações com os prefixos ex- (com o sentido de estado anterior ou cessamento), sota-, soto-, vice- e vizo-: ex-almirante, ex-diretor, ex-hospedeira, ex-presidente, ex-primeiro-ministro, ex-rei; sota-piloto, soto-mestre, vice-presidente, vice-reitor, vizo-rei.
f) Nas formações com os prefixos tónicos/tônicos acentuados graficamente pós-, pré- e pró-, quando o segundo elemento tem vida à parte (ao contrário do que acontece com as correspondentes formas átonas que se aglutinam com o elemento seguinte): pós-graduação, pós-tónico/pós-tônicos (mas pospor); pré-escolar, pré-natal (mas prever); pró-africano, pró-europeu (mas promover).

2º) Não se emprega, pois, o hífen:
a) Nas formações em que o prefixo ou falso prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por r ou s, devendo estas consoantes duplicar-se, prática aliás já generalizada em palavras deste tipo pertencentes aos domínios científico e técnico. Assim: antirreligioso, antissemita, contrarregra, contrassenha, cosseno, extrarregular, infrassom, minissaia, tal como hiorritmo, hiossatélite. eletrossiderurgia, microssistema, microrradiografia.
b) Nas formações em que o prefixo ou pseudoprefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por vogal diferente, prática esta em geral já adotada também para os termos técnicos e científicos. Assim: antiaéreo, coeducaçao. extraescolar, aeroespacial, autoestrada, autoaprendizagem, agroindustrial, hidroelétrico, plurianual.

3º) Nas formações por sufixação apenas se emprega o hífen nos vocábulos terminados por sufixos de origem tupi-guarani que representam formas adjetivas, como açu, guaçu e mirim, quando o primeiro elemento acaba em vogal acentuada graficamente ou quando a pronúncia exige a distinção gráfica dos dois elementos: amoré-guaçu, anajá-mirim, andá-açu, capim-açu, Ceará-Mirim.

BASE XVII - DO HÍFEN NA ÊNCLISE, NA TMESE E COM O VERBO HAVER

1º) Emprega-se o hífen na ênclise e na tmese: amá-lo, dá-se, deixa-o, partir-lhe; amá-lo-ei, enviar-lhe-emos.

2º) Não se emprega o hífen nas ligações da preposição de às formas monossilábicas do presente do indicativo do verbo haver: hei de, hás de, hão de, etc.
Obs.: 1. Embora estejam consagradas pelo uso as formas verbais quer e requer, dos verbos querer e requerer, em vez de quere e requere, estas últimas formas conservam-se, no entanto, nos casos de ênclise: quere-o(s), requere-o(s). Nestes contextos, as formas (legítimas, aliás) qué-lo e requé-lo são pouco usadas.
2. Usa-se também o hífen nas ligações de formas pronominais enclíticas ao advérbio eis (eis-me, ei-lo) e ainda nas combinações de formas pronominais do tipo no-lo, vo-las, quando em próclise (por ex.: esperamos que no-lo comprem).

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

ESCREVA CORRETAMENTE - NOVA ORTOGRAFIA

ÓI e ÉI sem acento?

Eis um dos casos da nova ortografia o qual pode gerar confusão: a grafia dos ditongos ÓI e ÉI com ou sem acento.Ficaram sem acento só nas palavras PAROXÍTONAS, ou seja, naquelas palavras que têm o som mais forte na penúltima sílaba.

Exemplos: herOIco = he-rOI-co
jOIa = jOI-a
paranOIa = pa-ra-nOI-a
idEIa = i-dEI-a
gelEIa = ge-lEI-a
alcatEIa = al-ca-tEI-a

Nas outras palavras, o acento continua.

Exemplos:herÓIs = he-rÓIs
dÓI = dÓI
remÓI = re-mÓI
anÉIs = a-nÉIs
decibÉIs = de-ci-bÉIs
papÉIs = pa-pÉIs

Uma dica pra memorizar é a seguinte:
Só vai acento se a palavra terminar em ÓI, ÓIs ou ÉIs.


PRA É SEM ACENTO

Fato comum é encontrar acento gráfico inadequado em certas palavras.
Esse é o caso da preposição PARA, em sua forma reduzida, o coloquial PRA.

PRA é um monossílabo átono. Só recebem acento gráfico os monossílabos TÔNICOS terminados em A, E e O ou AS, ES e OS, caso dos verbos e dos nomes (substantivos e adjetivos).

Por exemplo:1) O papagaio DÁ o PÉ direito SÓ pra ti.2) Pra Ju, as pessoas SÓS não são MÁS ouvintes.

Para tirar dúvidas quanto à nova ortografia, pode-se consultar o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, já disponível online.