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sábado, 9 de outubro de 2010

Como escrever pela nova ortografia

Observamos que muitas das pessoas que buscam orientação sobre a grafia de palavras formulam perguntas como “na nova ortografia ... tem acento” ou “... tem hífen na nova ortografia”, como, por exemplo:  “na nova ortografia assembleia tem acento”, “infraestrutura leva hífen na nova ortografia”.

Para fazer esse tipo de consulta, basta digitar a palavra desejada no campo de pesquisa do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP), do FLIP (que tem opções para a antiga e a nova ortografia, do Brasil ou de Portugal), ou da Infopédia (de Portugal).

No caso de pesquisa no VOLP, ressaltamos que esse vocabulário ignora palavras compostas que não tinham hífen e palavras que perderam o hífen na nova ortografia. Assim, ao se pesquisar, por exemplo, por conta corrente (que não tinha hífen e passou a tê-lo) ou por dia-a-dia (que perdeu o hífen), aparecerá uma mensagem informando que nenhuma palavra não foi encontrada. Nesse caso, pode-se pesquisar por conta-corrente e dia a dia, que o VOLP retornará a classe gramatical das palavras, considerando-as corretamente grafadas.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

PALAVRAS COM HÍFEN E SEM HÍFEN

Já se pode consultar o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP), para saber a nova ortografia das palavras. Clique aqui.

Segue uma lista de palavras, de acordo com a nova ortografia, quanto às quais costuma haver dúvidas relacionadas ao hífen:

Letra A

a fim de
à queima-roupa
à toa
à vontade
abaixo-assinado (documento) abaixo assinados (signatários)
ab-rupto e abrupto
acerca de
aeroespacial
afro-brasileiro
afrodescendente
agroindústria
água-de-colônia
além-mar
amor-perfeito
anglo-saxão
ano-luz
antessala
antiaderente
antieconômico
anti-herói
anti-higiênico
anti-infeccioso
anti-inflamatório
antirrepublicano
antissemita
antissocial
ao deus-dará
arco-íris
autoadesivo
autoafirmação
autoajuda
autodidata
autoescola
autoestima
autoestrada
auto-hipnose
ave-maria
azul-marinho

Letra B

bem-amado
bem-aventurado
bem-criado
bem-dito (de dizer) e bendito (abençoado)
bem-dizer
bem-estar
bem-falante
bem-humorado
bem-me-quer
bem-te-vi
bem-vestido
bem-vindo
benfeito
benfeitoria
benquerer
benquisto
bico-de-papagaio (planta) e bico de papagaio (na coluna)
biorritmo
biossocial
blá-blá-blá
boa-fé
bumba meu boi

Letra C

café com leite
cão de guarda
carboidrato e carbo-hidrato
causa-mortis
circum-navegação
coabitar
coautor
cobra-d'água
coedição
coeducação
coenzima
coexistir
coirmão
conta-gotas
contra-ataque
contracheque
contraexemplo
contraindicado
contraoferta
contrarregra
contrassenso
coobrigação
cooptar
cor de café com leite
cor de vinho
cor-de-rosa
couve-flor
criado-mudo

Letra D

decreto-lei
dente-de-leão
desumano
deus nos acuda
dia a dia

Letra E

em cima
embaixo
euro-asiático
eurocêntrico
ex-diretor
ex-presidente
ex-primeiro-ministro
ex-marido
extraclasse
extraescolar
extrafino
extraoficial

Letra F

faz de conta
fim de século
fim de semana

Letra G

geofísica
geo-história
giga-hertz
girassol
grã-fino
grão-duque
Grão-Pará
guarda-chuva
guarda-noturno
Guiné-Bissau

Letra H

habeas-corpus
hidroelétrica e hidrelétrica
hidrossolúvel
hidroterapia
hipermercado
hiper-realista
hiper-refinado

Letra I

indo-chinês (da Índia e China)
indochinês (da Indochina)
indo-europeu
infra-assinado
infraestrutura
infrassom
inter-hemisférico
interpessoal
inter-regional
inter-relacionado
intramuscular
intraocular
intrauterino
inumano

Letra J

joão-de-barro
joão-ninguém

Letra L

latino-americano
luso-brasileiro
lusofonia

Letra M

macroestrutura
macrorregião
madressilva
mãe-d'água
má-fé
mais-que-perfeito
mal de Alzheimer
mal-acabado
malcriado
mal-entendido
mal-estar
malgrado
mal-humorado
mal-informado
má-língua
malmequer
malpassado
malvisto
mandachuva
maria vai com as outras
médico-cirurgião
mesa-redonda
microcirurgia
microempresa
microestrutura
micro-ondas
micro-organismo
microssistema
minissaia
minissérie
multisseriado

Letra N

não adepto
não fumante
não me toques (melindre)
não-me-toques (planta)
não oral
neoafricano
neoexpressionista
neo-ortodoxo
norte-americano

Letra O

olho-d'água

Letra P

pan-americano
pan-hispânico
para-brisa
para-choque
para-lama
paraquedas
paraquedismo
para-raios
pingue-pongue
plurianual
polivitamínico
por isso
porta-aviões
porta-retrato
porto-alegrense
pós-graduação
predeterminado
preencher
pré-escolar
preexistir
pré-história
pré-natal
pré-nupcial
pré-requisito
pressupor
primeiro-ministro
primeiro-tenente
proeminente
pró-reitor
pseudoprefixo
psicossocial

Letra Q

quarta-feira
quinta-feira

Letra R

reabilitar
recém-casado
recém-nascido
reco-reco
reedição
reeleição
reescrever
reidratar
ressocializar
retroalimentar
reumanizar

Letra S

sala de estar
segunda-feira
sem-cerimônia
semiaberto
semianalfabeto
semiárido
semicírculo
semi-interno
sem-número
sem-vergonha
sexta-feira
sobreaquecer
sobre-elevação
sobre-estimar
sobre-humano
sobrepor
sociocultural
socioeconômico
sócio-histórico
subalimentado
subalugar
subaquático
subemprego
subestimar
subdiretor
sub-humano
subfaturar
sub-reitor
sub-rogar
sul-africano
superestrutura
super-homem
super-racional
super-resistente
suprarrenal
suprassumo

Letra T

tenente-coronel
tico-tico
tia-avó
tique-taque
tomara que caia

Letra U

tenente-coronel
terça-feira
tico-tico
tia-avó
tique-taque
tomara que caia

Letra V

vaga-lume
verbo-nominal
vice-almirante
vice-presidente
vice-rei
vira-casaca

Letra X

xique-xique (chocalho)
xiquexique (planta)

Letra U

zás-trás
zé-povinho
zigue-zague
zum-zum-zum

E-mail para contatos: lelovni@yahoo.com.br

segunda-feira, 23 de março de 2009

NOVA ORTOGRAFIA: CRITÉRIOS DE ELABORAÇÃO DO VOLP

O VOLP E O NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO

(Palestra de Evanildo Bechara, dia 17/03/2009, apresentada online no site da ABL.)

Quatro princípios metodológicos nortearam a elaboração da 5ª edição do VOLP:

Obediência ao Acordo de 90 (critério “acaciano”), daí se seguem regras gerais.

Leitura do Acordo de maneira mais ampla, daí se seguem regras específicas.

- OI e EI sem acento – porque há lugares da lusofonia onde o ditongo não é tão marcado.

Regra geral prevalece em: destróier, Méier (paroxítonos terminados em R).

- OO e EE sem acento – em 1945 não eram acentuados, em 1943 eram. O Acordo atual é mais próximo do de 45.

Regra geral prevalece em: herôon (paroxítono terminado em N). Suplementa o Acordo. Significa templo para cultuar heróis gregos e romanos.

- Problemas gerados pelo uso de etc. nas listas de exceções do Acordo – no VOLP, consideraram-se apenas as exceções explícitas mais o critério de os derivados seguirem a excepcionalidade dos originais. Exemplos: paraquedas > paraquedismo, girassol > girassolzinho, pontapé > pontapear.

- Quanto aos compostos, a tradição brasileira e lusitana não tem dúvida em aglutinar formas como abrolhos, passatempo, passaporte, valhacouto. Quando não houve coincidência, como em rega-bofe (Brasil) e rega bofe (Portugal), seguiu-se o critério de haver ou não elemento de ligação entre as palavras (substantivos, verbos, adjetivos): sem elemento de ligação vai hífen (rega-bofe, vaga-lume); com elemento de ligação não vai hífen (pé de galinha, ponto e vírgula).

Espírito imanente do Acordo (simplificação).

- As locuções adverbiais, adjetivas, pronominais, conjuncionais não eram hifenizadas, com exceção de uns cinco casos. Isso era difícil para o falante. Daí o hífen ter sido retirado de todas as locuções. Por ex.: dia a dia, à toa.

Problemas:

a)Onomatopéias – havia com e sem hífen. Dar nome a sons é semelhante a nomear as coisas (Saussure), daí se pode considerar a onomatopéia como o substantivo: substantivo sem elemento de ligação vai hífen, então em onomatopéia também vai, ex. reco-reco, cri-cri. Os derivados também deveriam seguir esse critério, mas, como a tradição não usava o hífen, o VOLP também não usa. Ex. cricrilar.

b)Locuções lexicalizadas (= valor de substantivo) – sem hífen. Ex.: maria vai com as outras.


Observar os VOLPs anteriores e, com base neles, suprir lacunas.

Vogais iguais – com hífen, para garantir a integridade de cada vogal, evitando-se a crase. Ex.: anti-ibérico. Mas, nos últimos cem anos da língua, não é normal haver a crase em REE e em COO, daí o VOLP supriu o Acordo, mantendo esses derivados sem hífen. Ex.: reeleição, cooperar.

E-mail para contatos: lelovni@yahoo.com.br

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

O HÍFEN NO TEXTO OFICIAL DO ACORDO ORTOGRÁFICO

Para saber a correta grafia de palavras, verifique o VOLP on-line, clicando aqui. O VOLP é o Vocabulário Ortográfico da Academia Brasileira de Letras.

ACORDO ORTOGRÁFICO DE 1990
(Texto Oficial )

BASE XV - DO HÍFEN EM COMPOSTOS, LOCUÇÕES E ENCADEAMENTOS VOCABULARES

1º) Emprega-se o hífen nas palavras compostas por justaposição que não contêm formas de ligação e cujos elementos, de natureza nominal, adjetival, numeral ou verbal, constituem uma unidade sintagmática e semântica e mantêm acento próprio, podendo dar-se o caso de o primeiro elemento estar reduzido: ano-luz, orce-bispo-bispo, arco-íris, decreto-lei, és-sueste, médico-cirurgião, rainha-cláudia, tenente-coronel, tio-avô, turma-piloto; alcaide-mor, amor-perfeito, guarda-noturno, mato-grossense, norte-americano, porto-alegrense, sul-africano; afro-asiático, cifro-luso-brasileiro, azul-escuro, luso-brasileiro, primeiro-ministro, primeiro-sargento, primo-infeção, segunda-feira; conta-gotas, finca-pé, guarda-chuva.
Obs.: Certos compostos, em relação aos quais se perdeu, em certa medida, a noção de composição, grafam-se aglutinadamente: girassol, madressilva, mandachuva, pontapé, paraquedas, paraquedista, etc.

2º) Emprega-se o hífen nos topónimos/topônimos compostos, iniciados pelos adjetivos grã, grão ou por forma verbal ou cujos elementos estejam ligados por artigo: Grã-Bretanha, Grão-Pará; Abre-Campo; Passa-Quatro, Quebra-Costas, Quebra-Dentes, Traga-Mouros, Trinca-Fortes; Albergaria-a-Velha, Baía de Todos-os-Santos, Entre-os-Rios, Montemor-o-Novo, Trás-os-Montes.
Obs.: Os outros topónimos/topônimos compostos escrevem-se com os elementos separados, sem hífen: América do Sul, Belo Horizonte, Cabo Verde, Castelo Branco, Freixo de Espada à Cinta, etc. O topónimo/topônimo Guiné-Bissau é, contudo, uma exceção consagrada pelo uso.

3º) Emprega-se o hífen nas palavras compostas que designam espécies botânicas e zoológicas, estejam ou não ligadas por preposição ou qualquer outro elemento: abóbora-menina, couve-flor, erva-doce, feijão-verde; benção-de-deus, erva-do-chá, ervilha-de-cheiro, fava-de-santo-inâcio, bem-me-quer (nome de planta que também se dá à margarida e ao malmequer); andorinha-grande, cobra-capelo, formiga-branca; andorinha-do-mar, cobra-d’água, lesma-de-conchinha; bem-te-vi (nome de um pássaro).

4º) Emprega-se o hífen nos compostos com os advérbios bem e mal, quando estes formam com o elemento que se lhes segue uma unidade sintagmática e semântica e tal elemento começa por vogal ou h. No entanto, o advérbio bem, ao contrário de mal, pode não se aglutinar com palavras começadas por consoante. Eis alguns exemplos das várias situações: bem-aventurado, bem-estar, bem-humorado; mal-afortunado, mal-estar, mal-humorado; bem-criado (cf. malcriado), bem-ditoso (cf. malditoso), bem-falante (cf malfalante), bem-mandado (cf. malmandado). bem-nascido (cf. malnascido) , bem-soante (cf. malsoante), bem-visto (cf. malvisto).
Obs.: Em muitos compostos, o advérbio bem aparece aglutinado com o segundo elemento, quer este tenha ou não vida à parte: benfazejo, benfeito, benfeitor, benquerença, etc.

5º) Emprega-se o hífen nos compostos com os elementos além, aquém, recém e sem: além-Atlântico, além-mar, além-fronteiras; aquém-fiar, aquém-Pireneus; recém-casado, recém-nascido; sem-cerimônia, sem-número, sem-vergonha.

6º) Nas locuções de qualquer tipo, sejam elas substantivas, adjetivas, pronomi¬nais, adverbiais, prepositivas ou conjuncionais, não se emprega em geral o hífen, salvo algumas exceções já consagradas pelo uso (como é o caso de água-de-colónia, arco-da-velha, cor-de-rosa, mais-que-perfeito, pé-de-meia, ao deus-dará, à queima-roupa). Sirvam, pois, de exemplo de emprego sem hífen as seguintes locuções:
a) Substantivas: cão de guarda, fim de semana, sala de jantar;
b) Adjetivas: cor de açafrão, cor de café com leite, cor de vinho;
c) Pronominais: cada um, ele próprio, nós mesmos, quem quer que seja;
d) Adverbiais: à parte (note-se o substantivo aparte), à vontade, de mais (locução que se contrapõe a de menos; note-se demais, advérbio, conjunção, etc.), depois de amanhã, em cima, por isso;
e) Prepositivas: abaixo de, acerca de, acima de, a fim de, a par de, à parte de, apesar de, aquando de, debaixo de, enquanto a, por baixo de, por cima de, quanto a;
f) Conjuncionais: afim de que, ao passo que, contanto que, logo que, por conseguinte, visto que.

7º) Emprega-se o hífen para ligar duas ou mais palavras que ocasionalmente se combinam, formando, não propriamente vocábulos, mas encadeamentos vocabulares (tipo: a divisa Liberdade-Igualdade-Fraternidade, a ponte Rio-Niterói, o percurso Lisboa-Coimbra-Porto, a ligação Angola-Moçambique, e bem assim nas combinações históricas ou ocasionais de topónimos/topônimos (tipo: Aus¬tria-Hungria, Alsácia-Lorena, Angola-Brasil, Tóquio-Rio de Janeiro, etc.).

BASE XVI - DO HÍFEN NAS FORMAÇÕES POR PREFIXAÇÃO, RECOMPOSIÇÃO E SUFIXAÇÃO

1º) Nas formações com prefixos (como, por exemplo: ante-, anti-, circum-, co-, contra-, entre-, extra-, hiper-, infra-, intra-, pós-, pré-, pró-, sobre-, sub-, super-, supra-, ultra-, etc.) e em formações por recomposição, isto é, com elementos não autónomos ou falsos prefixos, de origem grega e latina (tais como: aero-, agro-, arqui-, auto-, hio-, eletro-, geo-, hidro-, inter-, macro-, maxi-, micro-, mini-, multi-, neo-, pan-, pluri-, proto-, pseudo-, retro-, semi-, tele-, etc.), só se emprega o hífen nos seguintes casos:
a) Nas formações em que o segundo elemento começa por h: anti-higiénico/anti-higiênico, circum-hospitalar, co-herdeiro, contra-harmónico/contra-harmônico, extra-humano, pré-história, sub-hepático, super-homem, ultra-hiperbólico; arqui¬hipérbole, eletro-higrómetro, geo-história, neo-helénico/neo-helênico, pan-helenismo, semi-hospitalar.
Obs.: Não se usa, no entanto, o hífen em formações que contêm em geral os prefixos des- e in- e nas quais o segundo elemento perdeu o h inicial: desumano, desumidificar, inábil, inumano, etc.
b) Nas formações em que o prefixo ou pseudoprefixo termina na mesma vogal com que se inicia o segundo elemento: anti-ibérico, contra-almirante, infra-axilar, supra-auricular; arqui-irmandade, auto-observação, eletro-ótica, micro-onda, semi-interno.
Obs.: Nas formações com o prefixo co-, este aglutina-se em geral com o segundo elemento mesmo quando iniciado por o: coobrigação, coocupante, coordenar, cooperação, cooperar, etc.
c) Nas formações com os prefixos circum- e pan-, quando o segundo elemento começa por vogal, m ou n (além de h, caso já considerado atrás na alínea a): circum-escolar, circum-murado, circum-navegação; pan-africano, pan-mágico, pan-negritude.
d) Nas formações com os prefixos hiper-, inter- e super-, quando combinados com elementos iniciados por r: hiper-requintado, inter-resistente, super-revista.
e) Nas formações com os prefixos ex- (com o sentido de estado anterior ou cessamento), sota-, soto-, vice- e vizo-: ex-almirante, ex-diretor, ex-hospedeira, ex-presidente, ex-primeiro-ministro, ex-rei; sota-piloto, soto-mestre, vice-presidente, vice-reitor, vizo-rei.
f) Nas formações com os prefixos tónicos/tônicos acentuados graficamente pós-, pré- e pró-, quando o segundo elemento tem vida à parte (ao contrário do que acontece com as correspondentes formas átonas que se aglutinam com o elemento seguinte): pós-graduação, pós-tónico/pós-tônicos (mas pospor); pré-escolar, pré-natal (mas prever); pró-africano, pró-europeu (mas promover).

2º) Não se emprega, pois, o hífen:
a) Nas formações em que o prefixo ou falso prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por r ou s, devendo estas consoantes duplicar-se, prática aliás já generalizada em palavras deste tipo pertencentes aos domínios científico e técnico. Assim: antirreligioso, antissemita, contrarregra, contrassenha, cosseno, extrarregular, infrassom, minissaia, tal como hiorritmo, hiossatélite. eletrossiderurgia, microssistema, microrradiografia.
b) Nas formações em que o prefixo ou pseudoprefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por vogal diferente, prática esta em geral já adotada também para os termos técnicos e científicos. Assim: antiaéreo, coeducaçao. extraescolar, aeroespacial, autoestrada, autoaprendizagem, agroindustrial, hidroelétrico, plurianual.

3º) Nas formações por sufixação apenas se emprega o hífen nos vocábulos terminados por sufixos de origem tupi-guarani que representam formas adjetivas, como açu, guaçu e mirim, quando o primeiro elemento acaba em vogal acentuada graficamente ou quando a pronúncia exige a distinção gráfica dos dois elementos: amoré-guaçu, anajá-mirim, andá-açu, capim-açu, Ceará-Mirim.

BASE XVII - DO HÍFEN NA ÊNCLISE, NA TMESE E COM O VERBO HAVER

1º) Emprega-se o hífen na ênclise e na tmese: amá-lo, dá-se, deixa-o, partir-lhe; amá-lo-ei, enviar-lhe-emos.

2º) Não se emprega o hífen nas ligações da preposição de às formas monossilábicas do presente do indicativo do verbo haver: hei de, hás de, hão de, etc.
Obs.: 1. Embora estejam consagradas pelo uso as formas verbais quer e requer, dos verbos querer e requerer, em vez de quere e requere, estas últimas formas conservam-se, no entanto, nos casos de ênclise: quere-o(s), requere-o(s). Nestes contextos, as formas (legítimas, aliás) qué-lo e requé-lo são pouco usadas.
2. Usa-se também o hífen nas ligações de formas pronominais enclíticas ao advérbio eis (eis-me, ei-lo) e ainda nas combinações de formas pronominais do tipo no-lo, vo-las, quando em próclise (por ex.: esperamos que no-lo comprem).

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

NOVA ORTOGRAFIA E O HÍFEN

A nova ortografia e o uso do hífen


Não se usa mais:

1. quando o segundo elemento começa com S ou R, devendo essas consoantes ser duplicadas, como em antirracional, antissocial, contrarregra, infrassom;

exceção: mantém-se o hífen quando os prefixos terminam com R, como hiper-, inter- e super-, por ex., hiper-reação, inter-racial e super-rápido;

2. quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa com uma vogal diferente, exemplos: megaevento, aeroespacial, autoestima.