Os vídeos a seguir correspondem à reportagem feita por Conceição Oliveira junto aos estudantes que ocuparam a reitoria da USP. Em seu blog, Conceição nos informa que as gravações dos estudantes entrevistados não os focou devido ao fato de que tem havido punição de alunos e funcionários da universidade que se manifestam contra a direção da USP.
A grande imprensa noticia que estudantes encapuzados decidiram invadir o prédio da Reitoria da USP, nesta madrugada de 2 de novembro de 2001.
O Estadão, numa breve nota, afirma que um grupo de no mínimo 100 pessoas, com os rostos encobertos por camiseta, atacaram o portão da Reitoria e invadiram o prédio, armados de paus, às 0h15.
Já o Globo (G1),em notícia que visou a destacar o movimento dos alunos favoráveis à presença da PM no câmpus (apenas 200 pessoas), afirmou que cerca de 30 pessoas encapuzadas estavam à frente do portão da Reitoria, às 0h15. Esse jornal afirmou, ainda, que “estudantes da ala radical não aceitaram o resultado e decidiram invadir o prédio da Reitoria”, ao se referir ao fato de que a maioria vencedora na assembleia de estudantes realizada no dia 1º de novembro decidiu desocupar o prédio da Administração da FFLCH.
Aguardamos o esclarecimento dos fatos, visto que a grande imprensa tem manipulado tendenciosamente os acontecimentos que envolveram o incidente do confronto entre estudantes e a PM no dia 27 de novembro, bem como seus desdobramentos. A mídia tem buscado desqualificar as ações dos estudantes contrários à presença da Polícia Militar no câmpus da universidade, fazendo forte apelo a que os estudantes defenderiam o livre uso de maconha, que seriam “baderneiros” e que seu posicionamento não representaria o conjunto da comunidade acadêmica. Contrariamente, estudantes, sindicato de servidores da USP, docentes e a Congregação da FFLCH(onde ocorreu o confronto com a PM) têm emitido declarações muito diferentes do que pretendem impor canais como: Globo, Folha, Estadão e Veja.
Em tempo, notícia da BOL, divulgada mais recentemente, confirma a ocupação da Reitoria por estudantes que acamparam no saguão do prédio. Veja também notícia da Agência Brasil e matéria da Revista Fórum. Atualização de 3/11/2011 - Vídeos da ocupação gravados por câmeras do circuito interno da Reitoria
Atualização de 4 de novembro de 2011: Depoimento e denúncia de Marcelo Pablito Santos, diretor do Sindicato de Trabalhadores da USP(Sintusp)
Depoimento e denúncias do Prof. Dr. Luiz Renato Martins, da Escola de Comunicação e Artes da USP (ECA):
Bradando as palavras de ordem “Ô estudante, eu limpo o chão, mas eu sou contra a escravidão”, os trabalhadores terceirizados da Universidade de São Paulo - USP, manifestaram-se, no dia 12 de abril, contra o não pagamento de seus salários, fato que costuma ser constante, segundo seus depoimentos.
No vídeo a seguir, podem-se ver cenas do protesto desses trabalhadores da limpeza da USP, composto, em sua maioria por mulheres. Junto dos trabalhadores estavam estudantes e professores da Universidade, notadamente da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas - FFLCH, que apoiaram a manifestação e a greve desses funcionários terceirizados.
No dia 14 de abril, os funcionários da limpeza, unidos aos funcionários da Reitoria, realizaram o terceiro dia de protesto, como se pode ver neste vídeo do noticiário da TV Gazeta:
Moção de apoio aos funcionários por parte dos estudantes da FFLCH, através de seu Centro Acadêmico de Estudos Literários e Linguísticos Oswald de Andrade - CAELL: