terça-feira, 30 de junho de 2009

Acessibilidade na Pinacoteca do Estado - Galeria Tátil

Ao visitar a Galeria, o público portador de deficiências visuais poderá explorar e reconhecer, por meio do toque, doze obras que integram o acervo da instituição, apresentadas segundo um criterioso padrão de acessibilidade e complementadas por outros recursos de apoio, como folder e áudio-guia elaborado especialmente para o público alvo participante desta exposição.

Um catálogo (a tinta e em braile) sobre oito artistas integrantes da Galeria Tátil foi realizado pelo Programa Educativo para Públicos Especiais (PEPE), do Núcleo de Ação Educativa da Pinacoteca, e apresenta ainda textos sobre a história da Pinacoteca do Estado, o processo de realização de esculturas em bronze e aço, e descrições sobre as obras apresentadas.

Pinacoteca do Estado
Pça da Luz, 2 - terça a domingo das 10h às 18h
Tel. (11) 3324-1000
www.pinacoteca.org.br

sábado, 27 de junho de 2009

Download da Revista de História da Arte e Arqueologia (Unicamp)

Além de atualizar seu site, a Revista de História da Arte e Arqueologia, publicada pela Unicamp, disponibilizou, para download em pdf , todas as suas edições. Nos próximos dias, a versão em inglês do site deverá ser concluída.

Para acessar a Revista, clique em:


quarta-feira, 24 de junho de 2009

Coesão Textual e Leitura


O conceito de coesão textual está relacionado às interligações entre os elementos da superfície do texto através de recursos linguísticos, formando sequências orientadas para determinados sentidos.

Em seus estudos, Ingedore Koch considera duas modalidades amplas de coesão: a coesão por remissão e a coesão sequenciadora. A primeira diz respeito aos mecanismos linguísticos de reativação de referentes ou de sinalização textual. A segunda tem a ver com os expedientes que fazem o texto avançar, com a continuidade dos sentidos.

Os mecanismos de reativação de referentes são a anáfora e a catáfora, ou seja, recursos que retomam antecedentes linguísticos do texto (remissão para trás) ou que orientam para o que se enuncia a seguir (remissão para a frente), respectivamente.

A referenciação anafórica pode efetivar-se através de recursos gramaticais – pronomes pessoais de terceira pessoa, possessivos, demonstrativos, indefinidos, relativos, interrogativos, numerais, advérbios pronominais (como: aqui, ali, lá) e artigos definidos –, através de recursos lexicais - sinônimos, hiperônimos, nomes genéricos, descrições definidas – , através de da reiteração de um mesmo grupo nominal ou parte dele ou, ainda, através da elipse.

Exemplos:

A criança puxava o rabo do gato. Sua mãe dizia-lhe que não fizesse aquilo. (O pronome possessivo retoma criança; o pronome pessoal também retoma esse substantivo; o demonstrativo retoma o predicado da oração do primeiro período puxava o rabo do gato.)

Um cliente possuía conta em três bancos. No primeiro, depositava quantias mais elevadas. o correntista aplicava as somas obtidas de negócios escusos que mantinha na cidade. (O numeral retoma bancos; o advérbio retoma no primeiro (banco); a descrição definida retoma cliente; o pronome relativo retoma negócios.)

É comum a referenciação por meio de “pistas” expostas na superfície do texto, ou seja, através da inferenciação. Nesse caso, conhecimentos que fazem parte de um mesmo esquema (frame ou script) são acionados do particular para o geral, de partes para o todo, de um indivíduo para uma espécie e vice-versa. Por exemplo:

A monocultura tende a esgotar a fertilidade do solo. Essas práticas ainda são usuais nos dias de hoje.

O banheiro era espaçoso. Os azulejos eram decorados com motivos florais.

A referenciação catafórica predominantemente se opera por meio de pronomes demonstrativos ou indefinidos neutros (tudo, nada, isso, isto, aquilo), ou, ainda, através de nomes genéricos. Com menor frequência, a catáfora ocorre com os outros tipos de pronomes, com numerais e advérbios pronominais. Exemplos:

Com a neblina, não se enxergava nada: pista, placas de sinalização, acostamento. (o pronome indefinido faz referência a todos os elementos citados a seguir.)

Ela era uma pessoa piedosa, a mãe de Júlio. Dela todos poderiam esperar uma coisa: solidariedade. (O pronome pessoal referencializa a mãe de Júlio; a generalização faz referência a solidariedade.)

A sinalização textual (a que Koch propõe chamar de “dêixis textual”) estabelece uma ordenação entre elementos textuais ou partes do texto, indicando a posição espacial ou temporal do enunciado que é referencializado. Por exemplo:

Leia, abaixo, um resumo do tema abordado no capítulo aterior.

A seguir, exporei as razões pelas quais venho reclamar dos serviços prestados.

Pode-se incluir entre os sinalizadores textuais que indicam posição anterior, remissões com função distributiva. Por exemplo: Os tons azulados e róseos são usados nas paredes externas e internas, respectivamente.

A progressão do texto pode se dar sem remissões ou recorrências; ou efetivar-se através da coesão sequenciadora cujos mecanismos dizem respeito a recorrências de ordem vária: de palavras ou expressões, de tempos verbais, de estruturas (paralelismo), de conteúdos semânticos (paráfrase), de elementos fonéticos ou prosódicos (aliteração, assonância, rima, similicadência ou paralelismo sonoro). Por exemplo:

a) Quando era criança, eu tinha um cachorrinho gordo e peludo. Esse cãozinho chama-se Bolinha. Seu nome correspondia à sua aparência. Rechonchudo, ele acabava por deslizar rolando, quando tentava correr.

b) Enquanto uns prosperam, outros retrocedem. Enquanto uns se modernizam, outros se tornam anacrônicos. Enquanto uns vicejam, outros fenecem.

A sequenciação textual realiza-se através de recursos como a seleção de campos lexicais, o inter-relacionamento entre dois ou mais campos em face da produção de certos efeitos de sentido, os variados tipos de articulação tema-rema e o encadeamento ou conexão.

Língua Oral e Língua Escrita

Há quem considere que a fala corresponda a uma escrita cheia de erros e que a escrita corresponda a uma fala com menos recursos de expressão. Tais julgamentos estão completamente equivocados. Trata-se a fala e a escrita de duas maneiras diferentes de manifestação da língua, cada uma delas possuindo suas características, suas regras e seus recursos próprios. Por serem distintas, precisam receber tratamentos diferenciados, para que cumpram, adequadamente, suas funções linguísticas, discursivas e comunicativas.


Às diferenças entre a língua oral e a escrita correspondem determinadas consequências de ordem teórica e/ou pragmática. São as seguintes as principais distinções entre uma e outra, correlacionando-se às consequências a seguir:


A fala remonta à própria origem do homem; enquanto a escrita é recente – os sistemas escritos mais antigos datam de seis mil anos; havendo quem considere a escrita da Suméria, de há três mil anos, como a primeira (cf. Cagliari, L.C. Diante das letras. Campinas, Mercado das Letras, 1999). Desse modo, a fala é anterior à escrita, possuindo um caráter universal, isto é, todos os povos falam. A fala é espontânea, sendo adquirida pelo indivíduo tão-somente pelo contato com a sua comunidade linguística. Já a escrita não é universal: há povos que não a conhecem. A escrita requer aprendizagem, sem o que não desabrocha espontaneamente. Uma leitura eficiente deve recuperar as qualidades da fala, as quais a escrita representa através de sinais de pontuação, entre outros recursos.


Na língua oral há mais inovação e tendência à diversidade lingüística – faz-se largo uso das variantes linguísticas: dos falares regionais, coloquiais, gírios, etc. Na escrita há mais conservação e tendência à unificação da língua. Como consequências dessas distinções, observa-se que é através da fala que a língua evolui, adaptando-se às necessidades de comunicação das comunidades de falantes. E é através da escrita que se mantêm os padrões tidos como cultos. Na realidade, não existe codificação escrita dos diversos falares, apenas da língua padrão, daí porque, nessa modalidade da língua, faz-se uso limitado das variantes linguísticas.

A fala envolve interlocutores que se situam em interação num mesmo espaço de tempo; o que normalmente não ocorre na escrita. Assim, na interação face a face, havendo qualquer dúvida, os interlocutores podem saná-la de pronto; o que não se passa entre o leitor e o escritor. Por esse motivo, quem escreve deve imaginar-se no lugar do leitor, procurando construir sua mensagem da forma que julgar mais clara, supondo os equívocos que seu texto possa originar, com o fito de desfazê-los, se, de fato, desejar ser compreendido.

Via de regra, durante o ato de fala, os interlocutores situam-se num mesmo espaço físico. Já a escrita pressupõe interlocutores situados à distância. Daí resulta que, em se tratando de língua oral, os interlocutores podem ver, ouvir, tocar, cheirar, etc. as coisas e os seres que fazem parte do contexto externo à fala, não necessitando, pois, recriar esse contexto situacional através da língua falada. Eles podem, ainda, perceber as reações às suas palavras, contando com a oportunidade de reformulá-las para se fazerem compreendidos. O leitor, diversamente, não poderá perceber o contexto situacional da escrita, a não ser que esse contexto seja recriado internamente ao texto por obra da descrição do escritor. E, como o escritor não poderá reformular o que disse, deve imaginar as reações de seu leitor, para expressar-se de modo mais eficaz.


Na língua falada, a memória é fundamental, uma vez que o ato de fala só dura o tempo de sua enunciação. Quanto à escrita, a memória não é importante, pois tudo o que é dito fica gravado, podendo ser recuperado pela leitura. Consequentemente, na oralidade as contradições são menos aparentes. Os interlocutores podem mudar de assunto repentinamente, sem necessidade de introduzir de forma marcada o novo tema e ser ter de estabelecer conexões com os assuntos antes tratados – pelo contrário, o exagero na busca de laços coesivos tende a tornar a conversa monótona. Por seu turno, na língua escrita, as incoerências ficam mais evidentes – sempre se pode ler o que foi dito anteriormente -, sendo aconselhável, por isso, que o escritor releia o que já escreveu. Como as partes de seu texto deverão estar interligadas, o escritor não deve abandonar o que vem dizendo e passar bruscamente para outro tema.

A língua oral tende à prolixidade; enquanto a escrita tende à concisão. Na fala geralmente ocorrem repetições com a finalidade de precisar o sentido de expressões, de enfatizá-las, ampliar-lhes o sentido, ou ainda para que o locutor mantenha o turno da palavra. Na escrita, as repetições e longas ou constantes digressões costumam tornar o texto enfadonho e obscuro.

Links sugeridos para aprofundar a pesquisa e para atualizá-la:

1) Breve nota sobre a obra organizada por Inês Signorini, Investigando a relação oral/escrito e as teorias do letramento. Campinas, SP: Mercado das Letras, 2001.

2) Tese de doutorado de Sheila Oliveira Lima, Leitura e oralidade: as inscrições do desejo no percurso de formação do leitor. Faculdade de Educação-USP, 2006.


4) Tese de doutorado de Denise Durante,  Entre a fala e a escrita: a representação da oralidade como estratégia argumentativa em anúncios publicitários. FFLCH-USP, 2009.


Assista, no vídeo a seguir, a um debate promovido pela TV Brasil, a propósito do polêmico livro adotado pelo MEC, o qual incorpora variantes linguísticas e, pois, a fala e a escrita:

Gramática Normativa e Gramática Intuitiva










O termo gramática possui conceituações distintas. Do ponto de vista do sistema linguístico – como o entendeu Saussure, com as retificações da Linguística contemporânea -, trata-se do conjunto de regras fonéticas, morfológicas, sintáticas, semânticas, pragmáticas e discursivas de que se constitui determinada língua. Essa gramática, que incorpora elementos de ordem funcional, variáveis no tempo, no espaço e nas situações de interação linguística - numa concepção

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Videos sobre a História da Arte (links)


Um belo trabalho em vídeo sobre a história da arte foi realizado pelo Prof. Fulvio Pacheco. Seguem os links para os períodos da arte enfocados em seus vídeos:
Arte Rupestre
Arte Egípcia
Arte Grega

domingo, 21 de junho de 2009

Material Educativo de Arte Sacra (download)


O material educativo da exposição de arte sacra Gênese da Fé no Novo Mundo, publicado pela curadoria do Museu de Arte Sacra de São Paulo, sob o título Arte e Religiosidade, de autoria de Isaura R. M. Bonavita (2007), apresenta-se em arquivos em pdf, constituindo-se num encarte do professor e num encarte do aluno. No primeiro arquivo, encontram-se textos e imagens relacionados aos seguintes artistas, entre outros tópicos: Francisco Vieira Servas, Frei Agostinho de Jesus, Djanira da Motta e Silva, Tarsila do Amaral, Manoel da Costa Athayde.

No dizer do Acervo Artístico-Cultural dos Palácios do Governo:
O material educativo oferecido aos professores compõe-se de textos sobre as exposições temporárias, que têm como objetivo dar visibilidade aos contextos a serem trabalhados em sala de aula, de forma integrada aos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs).


Para baixar os encartes, clique em:


Veja também o arquivo Anjos e Santos, com sugestões de atividades para os alunos:

sábado, 13 de junho de 2009

Teatro Vicentino Online – Gil Vicente em vídeo

Assista às peças de Gil Vicente: Auto da Índia, Auto da Alma, Pranto de Maria Parda e Farsa de Inês Pereira. Esses vídeos são apresentados pela Universidade Nova de Lisboa – Faculdade de Ciências Sociais e Humanas. Também apresentam um link para conhecer a obra e a época desse notável dramaturgo português do século XVI.

Clique em:

http://www.citi.pt/gilvicenteonline/flash/index.html

Relatório de Estágio e Referências

Uma orientação atualizada e didática sobre como fazer um relatório de estágio é apresentada na seguinte página eletrônica da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC):


Nesse endereço, ainda se encontra um link para a formatação das referências de acordo com as normas da ABNT em vigor:

Para referências Vancouver, com exemplos, dos diversos tipos de fonte, inclusive de homepages, clique em: www.bu.ufsc.br/ccsm/vancouver.html



A UFSC também disponibiliza um gerador de referências on-line, o Mecanismo Online para Referências (MORE), que produz automaticamente citações no texto e referências no formato ABNT,  a partir de formulários próprios, selecionados em um menu e submenus:


• 
 Monografia no todo (incluindo livros, dicionários, enciclopédias, teses e dissertações, relatórios técnicos, anais/proceedings)
• 
Parte de monografia (capítulos de livros, verbetes de dicionários/enciclopédias, trabalhos apresentados em congressos)
• 
Periódico no todo (revistas e jornais)
• 
Artigo de periódico (artigos de revistas, artigos de jornais)
• 
Documentos exclusivos em meio eletrônico (home-pages e e-mails)

 Acesse o MORE através do seguinte endereço: 

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Resumo Científico - Sugestões de Universidades Federais

Uma orientação preciosa sobre a elaboração de resumo científico encontra-se no endereço eletrônico da Universidade Federal de Santa Catarina, que ainda remete para links de apresentações em Power Point de professores de outras universidades federais.

Clique em:

Resenha - Orientações Gerais com Exemplos

Veja abaixo o link para exemplos de resenha acadêmica na Scielo. Já quem procura orientação para elaborar resenhas (resenha crítica ou resenha resumo) encontra um material bem completo e bastante didático, com exemplo, no site Guia de Produção Textual da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). O texto Como elaborar uma resenha encontra-se no Manual de Redação, apresentando as definições dos tipos de resenha, formatos e exemplos, com ênfase na resenha de textos acadêmicos.

A página traz links para outros temas ligados à redação de textos, inclusive sobre textos literários.

Para acessar resenhas na Scientific Electronic Library Online (SciELO), clique aqui:

Também se pode encontrar modelos ou exemplos de resenhas em outras revistas científicas, que comumente apresentam esse gênero de texto, além de artigos científicos e de ensaios.

As normas da ABNT para resenhas são as mesmas aplicáveis a outros tipos de texto acadêmico, como, por exemplo, a monografia. Neste blogue apresentamos indicações dessas regras (clique em ABNT, nas Palavras-Chave, à direita).

Yanomamis e Quedas d'Água Paranaenses na Exposição de Fotos de Valdir Cruz



Na exposição Sinfonia de um Viajante, do fotógrafo Valdir Cruz, professores, alunos e o público em geral têm a oportunidade de apreciar o trabalho magnífico desse artista da captação de imagens. Suas fotografias, unindo o Norte e o Sul (Roraima e Paraná), o homem e a natureza, constituem argumentos imagéticos para a preservação do meio ambiente, para a convivência na diversidade cultural, para a postura cidadã de fruição da arte e do belo.

Essa exposição acontece até 26 de julho de 2009, no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo.

O Acervo dos Palácios disponibilizou material, em formato pdf, trazendo orientações pedagógicas para aproveitamento didático da exposição, incluindo exercícios e atividades que podem der dadas aos alunos, além de sugestões de links e referências bibliográficas sobre fotografia.

Para acessar o arquivo pdf, clique aqui.




Normas da ABNT 2010 e nova ABNT de 2011 para Trabalhos Acadêmicos (download)


Tudo sobre as normas da ABNT para textos acadêmicos: monografia, resenha, artigo científico, relatório, dissertação de mestrado, tese, em pdf e ppt.

Neste link da Universidade Federal de Urbelândia (UFU), encontra-se  o resumo (em slides), com exemplos e ilustrações, dos formatos e tamanhos de letras, espaçamentos, tamanho da página, capa, sumário, partes da monografia, etc., conforme a norma em vigor a partir de 17 de abril de 2011, a NBR 14724/2011, para textos acadêmicos, científicos ou técnicos: como monografias de TCC, dissertações e teses:


Para todas as normas da ABNT, explicadas de modo simples e prático, recomendamos este manual da Universidade Católica do Paraná (PUC-PR) - não apresenta as pequenas alterações da NBR 14724 de abril de 2011,  mas traz as regras da ABNT, de modo simples, com ilustrações e modelos, inclusive de projeto de pesquisa e de artigo científico para TCC ou TGI: